sexta-feira, 8 de julho de 2011

Como escrever um artigo para uma revista

Escrever um artigo para uma revista é algo que difere dos textos curtos que os jornais costumam publicar, pois a maioria das revistas oferece mais espaço para desenvolver e aprofundar o texto através de pesquisas. Apesar de você não estar escrevendo um artigo acadêmico, mas sim um texto que pretenda atrair um público menos específico, é muito importante que você tenha um bom conhecimento do assunto sobre o qual vai escrever. Isso se consegue somente através de bastante pesquisa, boas fontes, e muita conversa com pessoas que já conhecem o tema.
Além disso, como em qualquer texto jornalístico, é importante, já no início do texto, responder as questões básicas:
  1. Quem?
  2. O quê?
  3. Quando?
  4. Onde?
  5. Por que?
  6. Como?
Veja um exemplo:
O blog Lendo.org (quem) oferece a você textos de opinião e informativos sobre livros e literatura, além de conteúdo específico para estudantes universitários, principalmente aqueles que cursam uma licenciatura (o quê). Não importando em que altura de sua graduação você esteja (quando), ou a universidade do Brasil ou do mundo em que você estude (onde), aqui você vai encontrar textos que vão ajudá-lo a expandir sua visão de mundo através da literatura e a aproveitar melhor seus estudos através dos diversos guias para estudantes que o blog oferece (por que e como).
O restante do artigo da revista elabora e aprofunda esses elementos, frequentemente com bastantes detalhes. Se o artigo for de destaque, então o aprofundamento deverá ser ainda maior, fornecendo ao leitor mais dados que podem ser exibidos através de tabelas, gráficos, imagens e caixas de texto paralelas a matéria. Deve-se também adaptar o formato do texto conforme o público leitor da revista: em uma revista de viagens, os artigos devem falar de um lugar específico ou algum evento o qual os leitores possam gostar de participar (ou simplesmente tomar conhecimento). Em alguns tipos de artigos, entrevistas com especialistas ou pessoas relevantes quanto ao assunto também são de grande valor.
Abaixo, mais algumas dicas pontuais que você deve levar em conta na hora de escrever seu artigo.
  1. Leia a revista na qual você deseja publicar seu artigo de forma a se familiarizar com seu estilo, temas, formato e outros autores que nela escrevem.
  2. Descubra e leia a política da revista sobre receber artigos não solicitados.
  3. Pesquise muito e adquira um conhecimento sólido sobre o tópico sobre o qual você deseja escrever.
  4. Se for preciso (geralmente é), escreva uma carta de solicitação para os editores da revista. Nessa carta, você deve incluir:
    • Informações sobre outras publicações suas.
    • Informações sobre o que você deseja escrever e sobre como isso se ajusta ao formato da revista e a seu conteúdo — mostre familiaridade com a publicação.
    • Lista de fontes e conhecimentos especiais que você possua sobre o tópico.
    • A forma que você pretende abordar o assunto em seu artigo (cuidado para não se opor drasticamente às ideologias da revista em sua explanação)
  5. Continue pesquisando sobre o tema, mas não comece escrever até receber uma resposta do editor, que pode sugerir uma direção diferente, outras fontes ou até outro assunto.
  6. Quando receber o sinal verde do editor, escreva o artigo.
  7. Dependendo da revista, tome cuidado redobrado no uso de termos adequados para o que você deseja falar. Usar dicionários e tesauros é sempre importante.
  8. Use um editor de textos com correção ortográfica para evitar erros de digitação.
  9. Releia o artigo várias vezes para ter certeza de que não há problemas de gramática. Peça a amigos ou familiares para lerem também.
  10. Cuidado com os prazos e com o tamanho do texto. Siga à risca os guias fornecidos pelo editor, na revista, ou no site.
Espero que essas dicas possam ajudar você a escrever bons artigos e conquistar seu tão sonhado espaço no mercado editorial!
http://www.lendo.org/como-escrever-um-artigo/

Como fazer um artigo acadêmico

Ao longo do curso de Letras e de muitos outros cursos universitários, são solicitados textos de um formato bastante específico, nos quais o aluno deve elaborar e defender uma ideia sobre determinado assunto analisando diversas facetas envolvidas e pesquisando na literatura já existente sobre o tema.
É o temido artigo acadêmico.
Por ser um tipo de texto bastante diferente do que somos apresentados na escola, muitos acabam entrando em pânico na primeira vez que precisam escrevê-lo, o que tem levado a trabalhos finais pobres, de estrutura fragmentada, com sintaxe horripilante e com pouca ou nenhuma argumentação sólida.
Esse é um problema sério, pois é através desse tipo de publicação que as ciências evoluem. Foi com os artigos acadêmicos que surgiram pela primeira vez estudos e teorias geniais que deram origem a uma grande parte do mundo que conhecemos hoje.
Se você é um desses marinheiros de primeira viagem que não sabem como começar a elaborar um artigo, leia as dicas abaixo que vão guiá-lo na escrita de seu primeiro texto científico.

O seu primeiro artigo científico

A primeira coisa a reconhecer é que existem diversos estilos de escrita, usados para diferentes propósitos. Mesmo em um contexto isolado de escrita de uma carta, você será capaz de diferenciar um texto endereçado para sua avó de outro para algum colega de classe. É provável que no primeiro seja usado um estilo mais formal, com verbos e palavras amenas.
Artigos acadêmicos também precisam de atenção quanto ao estilo. Entender alguns conceitos básicos vai ajudá-lo no processo.
  1. Conheça as diferenças entre o estilo informal, jornalístico e acadêmico. Para isso, você precisa ler textos em que esses estilos apareçam. Resumidamente, a escrita acadêmica é impessoal, a jornalística pretende chamar a atenção do leitor, e a informal usa linguagem coloquial (gírias, abreviações, etc).
  2. Familiarize-se com o conceito de nominalização. Esse é um recurso usado com o propósito de eliminar palavras em excesso e tornar a escrita mais objetiva. Nominalizar é transformar um verbo em um nome para remeter a algo já dito anteriormente. Por exemplo: Armando se casou no final de 2006. O casamento, entretanto, não durou muito.
  3. Aprenda a diferença entre voz passiva e voz ativa. A definição mais simples de voz passiva é: tornar o sujeito de uma sentença o objeto de uma ação. A voz ativa, por outro lado, tem um sujeito que pratica a ação sobre o objeto.
  4. Leia artigos acadêmicos sobre o assunto que você vai escrever e preste atenção quanto ao uso da voz passiva. Esse tipo de escrita é bastante usado no meio acadêmico, porém não deve haver exageros. Algumas áreas a usam menos que outras.
  5. Lembre-se de consultar as normas técnicas da ABNT para formatar seu artigo de forma adequada. Alguns professores dão tanta importância a isso quanto dão ao texto em si. Se você pretende publicar o texto em alguma revista especializada, lembre-se de consultar a folha de estilos da mesma.
  6. Preste especial atenção às citações, notas de rodapé e referências bibliográficas. Plágio é a pior coisa que pode acontecer em relação a um texto desse tipo. Não pense que citar alguém vai desmerecer seu texto, pelo contrário, citações servem para dar mais força aos seus argumentos. Aprenda como escrever argumentos fortes.
  7. Leia e releia quantas vezes for necessário para ELIMINAR erros de gramática. Eles são inaceitáveis em artigos acadêmicos.
  8. Cuidado com a pontuação, é ela que vai dar o tom ao seu texto e permitir que o leitor o entendenda. Leia meu guia definitivo de como usar a vírgula.

Estrutura do artigo acadêmico

Além das questões de estilo, um artigo também deve seguir uma estrutura pré-definida, que é a que segue:
  • Título, que deve estar estritamente relacionado ao conteúdo e permitir ao leitor ter uma ideia geral sobre o que trata o texto.
  • Resumo, que costuma ser de 4 a 6 linhas, destacando objetivos, métodos e conclusões. Em alguns casos, é preciso o resumo em inglês (Abstract) ou espanhol. Aprenda como fazer um resumo.
  • Palavras-chave, geralmente 3 palavras que definam a abrangência do tema tratado no texto. Em alguns casos, também é preciso a versão em inglês (Keywords) ou espanhol.
  • Corpo do artigo, dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão (mas não se usam títulos para isso)
  • Referências bibliográficas, em ordem alfabética e conforme as normas da ABNT.

Modelo de artigo acadêmico

Após essas dicas, você pode ter uma ideia de como é um artigo pronto pesquisando no Google Acadêmico sobre o tema que lhe interessa e lendo algum dos exemplos que aparecerem. Veja os artigos sobre literatura brasileira já publicados.


http://www.lendo.org/fazer-escrever-artigo-academico/

Como fazer um relatório

Como um trabalho muito solicitado em universidades, principalmente para alunos de estágio, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo. No texto a seguir você vai aprender como fazer um relatório.
Existem basicamente dois tipos de relatórios, o acadêmico e o profissional, os dois obedecem normas e possuem o mesmo objetivo final: relatar o desenvolvimento de um trabalho ou de uma pesquisa, informando e quantificando os seus resultados de forma clara e pormenorizada.
Como fazer um relatório
Todos os tipos de relatório devem ser produzidos tendo como base o resultado de uma atividade ou pesquisa. Portanto, é preciso material de apoio para o seu desenvolvimento, sendo importante que, enquanto estiver realizando a ação objeto do futuro relatório, pesquisa, trabalho, estágio, etc., vá fazendo anotações de todos os pontos relevantes que encontrar e que lhe chamarem a atenção. Essa dica vale para o relatório sobre um livro, o relatório de estágio, de uma pesquisa ou de uma atividade qualquer. Anotar os pontos relevantes, dúvidas, pormenores, personagens principais, curiosidades e outros pontos que puderem ser aproveitados na elaboração do documento final. As notas mais simples podem ser importantes ao fazer o relatório, e tudo que não for usado pode ser descartado, então anote tudo que achar relevante ou interessante.
Assim como qualquer outro trabalho acadêmico ou documento, o relatório precisa necessariamente ter objetivos bem definidos e deve ser dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão. O título deve ser simples e vir seguido da identificação (nome, turma ou departamento).
Na introdução do relatório deve constar resumidamente todo o conteúdo do mesmo, junto com os objetivos, a abrangência da pesquisa ou trabalho que resultou o relatório e a metodologia utilizada. No desenvolvimento devem constar os dados, depoimentos e estatísticas que podem ser organizados em textos, utilizando também gráficos e tabelas para enriquecer e dar consistência ao seu trabalho.
O relatório, diferente dos demais trabalhos e documentos, não tem o objetivo de argumentar, mas sim de relatar dados ou informações coletadas ou observadas. A conclusão deve trazer o fecho de todos os dados apresentados.
A redação do relatório deve usar uma linguagem formal e técnica quando necessário, contudo deve ser clara e concisa. Prefira a ordem direta e evite erros gramaticais. Fazer um relatório implica comunicar fatos, resultados, sendo imprescindível que você atinja ao menos esses objetivos básicos.

http://www.lendo.org/como-fazer-um-relatorio/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

10 dicas para ensinar seus filhos a (gostarem de) ler

Como pai (ou mãe), você é a pessoa que mais influencia na educação de seus filhos. Um dos seus (muitos) papeis é ajudá-los a aprenderem e a gostarem de ler.

Aqui estão algumas sugestões sobre como você pode ajudar a tornar a leitura uma experiência positiva, desde cedo.

1. Escolha uma hora bem calma

Com as crianças, nós sabemos que há “horas calmas” e “horas agitadas”. Procure um lugar e uma hora calmos e sente-se com um livro. Dez a quinze minutos por dia é suficiente.

2. Faça da leitura um prazer

A leitura precisa ser algo prazeroso. Sente com seu filho. Tente não fazer pressão se ele ou ela estiverem indispostos. Se a criança perder interesse, faça algo diferente.
3. Mantenha o fluxo

Se ele pronunciar uma palavra errada, não interrompa imediatamente. Ao invés disso, dê a oportunidade para autocorreção. É melhor ensinar algumas palavras desconhecidas para manter o fluxo e o entendimento da frase do que insistir em fazê-lo pronunciar o som exato das letras.

4. Seja positivo

Se a criança diz algo quase certo no início de uma frase, tudo bem. Não diga “Não, está errado”, mas sim “Vamos ler isso aqui juntos” e dê ênfase às palavras quando pronunciá-las. Aumente a confiança da criança com dizeres positivos a cada pequena melhoria que ela conseguir. “– Muito bom! Você aprende rápido!” “– Certo! Você é muito inteligente” etc.

5. Sucesso é a chave

Pais ansiosos para que seus filhos progridam podem, erroneamente, dar livros muito difíceis. Isso pode causar o efeito oposto ao que eles estão esperando. Lembre-se “Nada faz tanto sucesso quanto o sucesso”. Até que seu filho tenha adquirido mais confiança, é melhor continuar com livros fáceis. Pressioná-lo com um livro com muitas palavras desconhecidas não vai ajudar, muito pelo contrário. Não haverá fluxo, o texto não vai ser entendido e provavelmente a criança vai se tornar relutante com a leitura. Então dê prioridade a livros de acordo com a faixa etária de seu filho.

Livros para crianças de 2 anos

6. Visite a Biblioteca

Encorage seu filho a retirar livros na biblioteca pública. Leve-o até lá e mostre, com calma, tudo que ele precisa.

7. Pratique regularmente

Tente ler com seu filho todos os dias da semana. Pouco, mas frequentemente é a melhor estratégia. Os professores da escola têm um tempo limitado para ajudar individualmente a leitura dos alunos.

8. Converse com o pimpolho

Provalvemente seu filho tem um dia de leitura na escola (Se não tem, vá lá e faça com que tenha, ora). Sempre converse com ele e faça comentários positivos. Assim a criança vê que você está interessado em seu progresso e que você valoriza a leitura.

9. Fale sobre os livros

Ser um bom leitor é muito mais do que simplesmente ler palavras corretamente. O mais importante é entender e refletir sobre o que está lendo. Sempre fale com seu filho sobre o livro, sobre as figuras, sobre as personagens, como ele acha que vai ser o final da história, sua parte favorita etc. Assim você vai ver como está o entendimento dele e poderá ajudá-lo a desenvolver uma boa interpretação.

10. Varie sempre

Lembre que as crianças precisam experimentar vários materiais de leitura. Por exemplo, livros só de figuras, quadrinhos, revistas, poemas e até os jornais (mostre a ele a parte com palavras cruzadas e, claro, as tirinhas e charges).

Para quem ainda não acredita no potencial das crianças como leitoras, saiba que elas são experts em comentar livros infantis.

E você? Que métodos tem usado para estimular seus filhos (ou alunos, porque não?) a gostarem de ler?


COMO FAZER UM RESUMO

Tenho notado nos alunos universitários uma dificuldade incrível em sintetizar ideias, isto é, em fazer resumos. O fato é que esse tipo de atividade raramente é explicada na escola, quando muito solicitada, por isso os alunos chegam à faculdade sem a menor noção sobre como extrair as idéias principais de um texto.

Antes de mais nada, vale dizer que um resumo nada mais é do que um texto reduzido a seus tópicos principais, sem a presença de comentários ou julgamentos. Um resumo não é uma crítica, assim como a resenha o é; o objetivo do resumo é informar sobre o que é mais importante em determinado texto.
 
Para Platão e Fiorin (1995), resumir um texto significa condensá-lo a sua estrutura essencial sem perder de vista três elementos:
 
  • as partes essenciais do texto;
  • a progressão em que elas aparecem no texto;
  • a correlação entre cada uma das partes.
 
Se o texto que estamos resumindo for do tipo narrativo, devemos prestar atenção aos elementos de causa e sequências de tempo; se for descritivo, nos aspectos visuais e espaciais; caso o texto for dissertativo, é bom cuidar da organização e construção das idéias.
 
Existem, segundo van Dijk & Kintsch (apud FONTANA, 1995, p.89), basicamente 3 técnicas que podem ser úteis ao escrevermos uma síntese. São elas o apagamento, a generalização e a construção.
 
Apagamento
 
Como no nome já diz, o apagamento consiste em apagar, em cortar as partes que são desnecessárias. Geralmente essas partes são os adjetivos e os advérbios, ou frases equivalentes a eles. Vamos ver um exemplo.
 
O velho jardineiro trabalhava muito bem. Ele arrumava muitos jardins diariamente.
 
Sendo essa a frase a ser resumida através do apagamento, poderia ficar assim:
 
O jardineiro trabalhava bem.
 
Cortamos os adjetivo “velho” e o advérbio “muito” na primeira frase e eliminamos a segunda. Ora, se o jardineiro trabalhava bem, é porque arrumava jardins; a segunda informação é redundante.
 
Generalização
 
A generalização é uma estratégia que consiste em reduzir os elementos da frase através do critério semântico, ou seja, do significado. Exemplo:

Pedro comeu picanha, costela, alcatra e coração no almoço.
 
As palavras em destaque são carnes. Então, o resumo da frase fica:

Pedro comeu carne no almoço.
  
Construção
 
A técnica da construção consiste em substituir uma sequência de fatos ou proposições por uma única, que possa ser presumida a partir delas, também baseando-se no significado. Exemplo:
 
Maria comprou farinha, ovos e leite. Foi para casa, ligou a batedeira, misturou os ingredientes e colocou-os no forno.
 
Todas essas ações praticadas por Maria nos remetem a uma síntese:
 
Maria fez um bolo.
 
Além dessas três, ainda existe uma quarta dica que pode ajudar muito a resumir um texto. É a técnica de sublinhar.

Enquanto você estiver lendo o texto, sublinhe as palavras ou frases que fazem mais sentido, que expressam ideias que tenham mais importância. Depois, junte seus sublinhados, formando um texto a partir deles e aplique as três primeiras técnicas.
 
Como fazer uma síntese, de Maria Almira Soares
 
Como leitura adicional, eu sempre recomendo o excelente livro de Maria Almira Soares, que se dedica exclusivamente a dotar o aluno de ferramentas teórico-práticas, úteis à elaboração de uma síntese ou resumo. Desde a primeira leitura geral do texto até as técnicas de simplificação, articulação e reformulação do discurso, a autora reúne aqui um conjunto de etapas a serem acompanhadas pelo estudante. Trechos de textos literários e jornalísticos dão corpo a uma gama de exercícios de aplicação, indispensáveis à consolidação dos saberes nos domínios da escrita, da leitura e do funcionamento da língua.

 
Fontes:

 
Prática Textual: atividades de leitura e escrita / Vanilda Salton Köche, Odete Benetti Boff, Cinara Ferreira Pavani. — Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
 
Estratégias Eficazes para resumir. Chronos – Produção de textos científicos no ensino da língua portuguesa / Niura Maria Fontana. — Caxias do Sul: UCS, n.1, p.84-98, 1995.
 
Para entender o texto: leitura e redação / José Luiz Fiorin, Francisco Platão. — 10.ed. São Paulo: Ática, 1995.

TEXTO RETIRADO DE: http://www.lendo.org/como-fazer-um-resumo/

COMO FAZER UMA RESENHA

Todo mundo que freqüenta o blog está acostumado a ler várias resenhas toda semana, mas afinal, o que é e o que precisamos saber para escrever um texto desse tipo?

Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.

Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.

No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.

Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.

Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
1.Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;

2.Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;

3.Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;

4.Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;

5.Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.

6.Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.

7.Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.

8.Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”

Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.

Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:

1.Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;

2.Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;

3.Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;

4.Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;

5.Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.

As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.

Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!

http://www.lendo.org/como-fazer-uma-resenha/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um pensar sobre Web 2.0

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

CURSO: MIDIAS NA EDUCAÇÃO- AVANÇADO 2

KELLY CHRYSTINE GUEDES LEVY



Produção Textual

Um pensar sobre Web 2.0



Na era contemporânea a tecnologia possibilitou a criação de novos pontos de aquisição do saber, o mesmo deixou de ser restritos a lugares, momentos e pessoas, abrangendo um quantitativo de seres humanos nunca antes visto. A velocidade de conhecimentos decodificados, a ampliação de armazenamentos de dados e o desenvolvimento da Web 2.0, fazem com que a sociedade se transforme diante da era do conhecimento

Este desenvolvimento da tecnologia possibilitou a minimização das disparidades sociais, em relação à cultura e ao conhecimento, alavancando um novo olhar sobre o saber, o que permitiu abrir uma nova discussão sobre a educação do ponto de visto metodológico e qualitativo.

A Web 2.0 é uma plataforma, que pode contribuir para um novo pensar no processo educacional brasileiro, porém não possui conceituação definida logo que:

                                        as definições variam de forma a incluir determinadas características/conceitos de 
                                        acordo com o entendimento de cada especialista. Esta indefinição também se
                                        deve ao fato de a Web 2.0 não ser um objeto, um produto, tampouco de uma 
                                        marca, apesar de existir um ou mais pedidos de patente sob o termo, mas sim de
                                        um conceito relativamente novo.(ORLOWSKI.2007)

Esta plataforma permitiu um novo olhar do usuário, com maior interação e participação do mesmo, fazendo com que a interação ocorra e utilizando a inteligência coletiva, para: transformar, desenvolver, convergir, articular saberes, criar, desatar novos nós, diminuir espaços, tempo, proporcionando interação e informações quase que simultaneamente quando a mesma ocorre.

Esta plataforma utiliza wikis, aplicativos baseados na: folksonomia, redes sociais e tecnologia da Informação, o que permite a interação e a complemetação de dados e melhorias das tecnologias. Segundo Renato Rudiniki (2007) a Web 2.0;
                                        funciona de forma com o usuário possa tirar o máximo de proveito possível dos
                                        softwares que rodam nela. Neles, os softwares são eternos betas, com objetivo
                                        de estarem sendo corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo de acordo
                                        com o seu uso, pelo usuário. Algumas aplicações Web 2.0 permitem     
                                        a  personalização do conteúdo mostrado para cada usuário, sob forma de página
                                        pessoal, permitindo a ele a filtragem de informação que ele considera relevante.

O modle da Universidade do Sudoeste da Bahia é um exemplo da web 2.0, onde pessoas se encontram, trocam experiências, estudam, complemetam textos e interagem.

Com um vasto campo de desenvolvimento de competencias e habilidades a Web 2.0, pode ser ponto de partida para auxiliar a educação melhorar a qualidade, proporcionando uma nova metodologia com a inclusão de laboratorios de informatica nas escolas. O desafio,porém, está na qualificação do educador para que o mesmo possa relacionar a teoria de sua disciplina com elementos beneficos existentes na plataforma, que gera uma mudança de paradigma da forma do aprender e do ensinar, o que faz necessário redefinir o papel do educador e seu campo de atuação.

Portanto, web 2.0 é uma plataforma na qual beneficia a era do conhecimento e favorece um novo meio para auxiliar uma aprendizagem significativa. Não adianta ignorar a sua existencia mas, permitir que o mesmo se torne uma ferramenta do processo ensino-aprendizagem. Saber utiliza-lo é o que faz a diferença. Para que isto ocorra se faz necessário um educador pesquisador o qual esteja em continua formação continuada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GADOTTI,Moacir. Desafios para a era do conhecimento. Disponível: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/desafios_era_conhecimento.htmAcesso: 04/02/2011

LASTRES, Helena Maria Martins. Desafios e oportunidades da era do conhecimento. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n3/13562.pdf. Acesso: 06/02/2011

ORLOWSKI, Andrew. Web 2.0: It's ... like your brain on LSD! Página visitada em 2 de julho de 2007.in wikipédia

RUDNICKI, Renato. Web 2.0 e Algumas de Suas Aplicações.Disponível em: http://www.dicas-l.com.br/arquivo/web_2.0_e_algumas_de_suas_aplicacoes.phpAcesso: 06/02/2011

MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO: COMO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO O monitoramento e a avaliação da aprendizagem são processos...