terça-feira, 23 de agosto de 2011

ARQUIVO PESSOAL - RESENHA CRITICA

BRANDÃO, Zaia(org). A crise dos paradigmas e a educação – 8 ed – São Paulo. Cortez,2002. P.104.

                                                  *Kelly Chrystine Guedes Levy


A autora Rosaly Hermengarda Lima Brandão é uma referência para os profissionais de educação no Brasil. Conhecida no meio acadêmico como Zaia Brandão. Professora universitária, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Rio e ganhadora do Prêmio "Cientistas do Nosso Estado" de 2002.

Zaia Brandão também é pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e ao longo de sua carreira publicou vários títulos, entre eles: A crise dos paradigmas e a educação (Cortez Editora) e Democratização do Ensino: meta ou mito? (Francisco Alves).

Brandão, como organizadora desta obra apresenta textos que serviram de base para o debate ocorrido durante o Seminário A crise dos paradigmas e a educação, que permitiu discussões de especialistas da área de Ciências Humanas e Sociais e profissionais da Educação. Que trocaram posicionamentos sobre a quebra do paradigma e suas conseqüências no campo da educação e da construção do conhecimento.

Na apresentação Zaia Brandão, faz algumas reflexões sobre as tarefas da Educação como produtora de conhecimento e orientação para as populações, nesta fase de crise, transição, metamorfose. Oriunda da era do conhecimento que teve como ponto chave a nova organização social fruto do desenvolvimento da tecnologia da informática e da cibernética, que promove a necessidade de mudanças no paradigma-instrumento e uma nova arrumação do paradigma produto de forma mais integrada e complementar, com "pontes" para a circulação interdisciplinar (e não com trincheiras para impedir o acesso). Mas será possível escapar ao condicionamento da cultura fragmentária e comercial, pregada diariamente do alto das torres de televisão, mantida pelas supervigilantes redes informatizadas dos banqueiros, multinacionais e patrulhada pelos serviços secretos de informação dos Estados?

A obra é composta pela síntese de diferentes abordagens, através de diversos autores. O primeiro é Danilo Marcondes no qual aborda a crise de paradigmas e o surgimento da modernidade, situa o leitor em relação a paradigma do ponto de vista com acepção clássica e do contemporâneo, realizando uma incursão pela história da ciência visando um maior esclarecimento do assunto abordado.

“De acordo a Platão, “ um paradigma é um tipo exemplar que se encontra em um mundo abstrato e do qual existem instâncias, como cópias imperfeitas , em nosso mundo concreto.” Na definição de Thomas Kuhn em sua obra A Estrutura Estrutura das Revoluções Científicas entende “ que paradigma é aquilo que os membros de uma comunidade cientifica compartilham” Em ambas concepções tem um caráter exemplar a função normativa.

Portanto a crise de um paradigma é a insatisfação com o modelo estabelecido e uma mudança conceitual da visão de mundo. Quando as mesmas são radicais são fruto de revoluções cientificas. Que para Kuhn são proeminentes de causas internas ou externas, sendo a primeira fruto do desenvolvimento teórico e metodológico dentro de uma mesma teoria. As causas externas são mudanças da sociedade e da cultura em determinada época.

O segundo texto foi elaborado por Carlos Alberto Plastino e intitulado A crise dos paradigmas e a crise do conceito paradigma

É um livro a nível epistemológico, de crítica e discussão da construção do conhecimento, seus métodos, seu condicionamento histórico e geográfico e

suas aplicações na organização do ecossistema planetário. Porém pouco é mostrado sobre os esaforços que estão fazendo para a superação dessa crise. Vale ressaltar que a UNESCO desde 1987, no encontro de Veneza, vem estimulando não só a integração interdisciplinar, mas também a transdisciplinar; não só entre as formas de conhecimento e de orientação dadas pelas disciplinas acadêmicas, mas também pelas tradições espirituais de cunho místico, bem como da arte (exemplos disso são: Fritjoff Capra, David Bohm e Krishnamurti etc.). O livro não menciona um seminário similar dirigido por Cremilda Medina, com os resultados publicados pela ECA/USP: Novo Pacto da Ciência - A Crise dos Paradigmas (1990-1991), do qual já saiu o segundo volume, e está previsto o terceiro e último. Não analisou, sequer citou na bibliografia, as experiências e publicações da Universidade Holística Internacional (Brasília), dirigida por Pierre Weil, e as experiências e publicações da Cibernética Social, que são contribuições brasileiras

A busca de uma nova identidade da Educação vem possibilitando um novo olhar através de questionamento da receita cartesiana, com disciplinas excludentes que possibilita mais a exclusão de que a inclusão do cidadão diante da era da informática, mesmo que concretizada como ciência independente, autossuficiente, cotidianizada no currículo por disciplinas cartesianas que pouco têm a ver com a vida, tornando a sala de aula um local distante da realidade do educando. A obra tem grande mérito de alimentar o debate e instigar a busca e a criação de alternativas para a crise.


*Tutora do Curso de Licenciatura em Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FTC - EaD); Coordenadora do Município de Rio Real/BA e Professora de Matemática do Estado da Bahia. Pós graduada em: Gestão Educacional (FTC Faculdade de Ciências e Tecnologia); Psicopedagogia Escolar(Faculdade Montenegro); Educação de Jovens e Adultos ( UNEB – Universidade do Estado da Bahia). Graduada em Pedagogia (UFBA – Universidade Federal da Bahia)




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como fazer uma monografia

Nem mesmo um livro inteiro esgotaria todas as possibilidades sugeridas pelo título deste artigo: como fazer uma monografia. Mas, podemos sitematizar alguns passos sobre como realizar esta tarefa, sobretudo àqueles que se encontram sem nenhuma idéia de como proceder.

1º passo - Clareza sobre o tema

A idéia clara e precisa do que se pretende estudar já é um excelente início para se escrever uma monografia. Não estou me referindo ao assunto, mas sim ao tema da pesquisa. O assunto sugere uma área de interesse, o que sempre traz inúmeras possibilidades, sendo amplo demais. Para se fazer uma monografia é preciso ter um tema, um assunto delimitado. Deve-se lembrar que monografia quer dizer estudo sobre um único tema, portanto é conveniente fugir de temas que se bifurquem e que ensejariam duas pesquisas e não apenas uma (o que, aliás, já é suficientemente trabalhoso). Para se delimitar um tema de pesquisa existem alguns critérios que precisam ser observados.
2º passo - Levantamento bibliográfico

Uma monografia só começa a se materializar quando deixamos de lado um pouco as elocubrações sobre a escolha do tema e partimos para a ação, indo às fontes para delinear melhor nosso estudo. Como fazer isto? Não há outro caminho a não ser o de se elaborar um levantamento de livros, artigos e teses que já trataram do mesmo tema ou pelo menos do mesmo assunto que o da nossa monografia. Esse levantamento será fundamental para verificarmos, na prática, se existe material suficiente para dar suporte a nosso estudo ou não, bem como para mapear como o mesmo vem sendo estudado por outros pesquisadores, dando uma idéia exata do estado da questão de nosso objeto. Deve-se ainda fazer um registro de todas as obras encontradas sobre o tema em fichas. As fichas, que devem conter as referências bibliográficas da obra, bem como a indicação de onde podemos encontrá-la para consulta, nos ajudarão depois, no momento de leitura e coleta dos dados.

3º passo - Problematização

Toda pesquisa é norteada por uma pergunta que pretendemos responder. Pergunta sobre a causa de um determinado fenômeno ou sobre o seu comportamento. De posse dos dados iniciais coletados no levantamento bibliográfico e orientados pela delimitação do tema, então precisamos tornar claro o nosso problema de pesquisa. Para problematizar um objeto, é necessário transformar em pergunta (que possa ser respondida por meio de pesquisa) o tema que nos propusemos a estudar.

4º passo - Sumário provisório

Tendo já definido nosso objeto de estudo (o tema devidamente delimitado e problematizado), passemos então à redação do sumário provisório. Todo autor antes de escrever um livro redige uma lista de assuntos que serão tratados nos capítulos. Tal lista ajudará na hora da redação. Pois bem, antes de escrevermos nossa monografia é preciso planejar os assuntos que serão tratados nos seus capítulos. Isto é feito como num sumário de livro, com a diferença que esse nosso esqueleto será ainda provisório. Muito bem, numa folha ou mesmo no computador escreva o título de sua monografia, na sequência um rápido resumo de sua delimitação e problematização. Em seguida, relacione os títulos provisórios dos assuntos que serão abordados nos capítulos, enumerando-os. É bastante útil que cada capítulo planejado seja subdividido em itens. Exemplo:

Título

Tema

Delimitação

Problema

Cap. 1

1.1

1.2

1.3

Cap. 2

2.1

2.2

2.3

Cap. 3

(...)

Cap. 4

(...)

À medida que o estudo avançar, serão feitas alterações neste plano provisório, mas ele nos auxiliará nas etapas seguintes do trabalho.

5º passo - Coleta de dados

Quando sabemos com precisão onde queremos chegar e o que pretendemns estudar, fica mais simples realizar a tarefa da coleta de dados. É a pesquisa propriamente dita. Nesta fase levantaremos todas as informações necessárias para responder à pergunta-problema e desenvolver nossa monografia. Podemos buscar os dados em diversas fontes, como na observação de experimentos, no levantamento de dados em campo, por meio de questionários e entrevistas e ainda por meio da leitura exaustiva da bibliografia arrolada na etapa do levantamento bibliográfico. Toda a bibliografia selecionada deve ser lida e fichada. No fichamento, anotaremos as informações que mais nos interessam para o desenvolvimento da monografia. É importante anotarmos também, em fichas ou folhas avulsas, as idéias que forem surgindo da leitura. Essas fichas conterão apenas nossa reflexão sobre o assunto, não se tratando de uma cópia do pensamento dos autores estudados.

6º passo - Redação do trabalho

Com a posse de todos os fichamentos de leitura e de idéias e os dados levantados em nosso estudo de caso, passaremos agora à escrita propriamente da monografia. Antes de escrevermos, iremos reorganizar o sumário provisório, de acordo com o material que conseguimos agrupar. Uma boa estratégia é criar uma pasta (do tipo pasta-catálogo). Cada repartição será destinada a um dos capítulos. Nesses compartimentos nós iremos distribuir nossos fichamentos. Assim, para cada capítulo teremos o planejamento dos itens que serão tratados e do respectivo material pesquisado. Depois dessa organização, passamos à escrita do trabalho, lembrando que a monografia deve apresentar os resultados da pesquisa realizada e que os dados ali indicados visam a responder um problema. Não se esqueça de que as citações bibliográficas e a própria formatação do trabalho devem obedecer a normas técnicas da instituição onde o trabalho será apresentado e da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Como dissemos no início, impossível esgotar um assunto como este. Mas, espero ter contribuído de alguma forma para aqueles que querem iniciar sua monografia mas que não sabiam ao certo como fazê-lo.

Postado por José Artur Teixeira Gonçalves

Formulação do problema



A problematização - etapa do planejamento científico que mais costuma tirar a noite de sono dos pesquisadores, sobretudo dos iniciantes - nada mais é do que a proposição de uma questão que se buscará responder por meio de pesquisa. Em outras palavras, problema é a pergunta que a pesquisa pretende resolver.

Pelo que tenho visto, a dificuldade maior da problematização pelos estudantes decorre mais pela falta de maturidade ou de conhecimento do tema, do que pela dificuldade própria de construção do problema. Um tema bem delimitado e uma revisão sistemática da bibliografia já anunciam para o pleno êxito na formulação de um problema de pesquisa.

Não adianta, entretanto, querer pular etapa e ir direto ao problema, já que este resulta de um processo de amadurecimento e reflexão sobre um assunto, que depois se tornará um tema, até se chegar à problemática.

Do ponto de vista metodológico, um problema de pesquisa deve atender a alguns requisitos. Como sugere Gil (2002), um problema deve ser:

a) claro e preciso (todos os conceitos e termos usados em sua enunciação não podem causar ambiguidades ou dúvidas);

b) empírico, isto é, observável na realidade, que pode ser captado pela observação do cientista social através de técnicas e métodos apropriados;

c) delimitado;

d) passível de solução (é necessário que haja maneira de produzir uma solução para o problema dentro de critérios metodológicos e de cientificidade).

As quatro dimensões citadas acima devem ser usadas como um crivo para o pesquisador examinar a consistência do seu problema. Antes de formulá-lo no papel, seria oportuno questionar-se: o problema, nos termos que o coloco, é claro? trata-se de questão passível de solução? é delimitado? é empírico?

Para formular o problema, devemos transformar o tema em uma pergunta. Por isso, o melhor caminho para a redação da problemática no corpo do texto do projeto é utilizar uma de frase interrogativa.

Em geral, os pesquisadores em ciências sociais e nas ciências naturais têm em mente perguntas de relação causal ou aquelas que visam conceituar e descrever a ocorrência de um determinado fenômeno.

O que é e como ocorre o fenômeno? Por que ele se manifesta? Quais são seus efeitos e impactos? Estas são algumas das formulações lógicas que podem orientar uma problematização, dependendo, é claro, do objetivo do pesquisador. Uma pesquisa que investigue a relação causal, por exemplo, terá que questionar acerca da causa do fenômeno e não sobre como o mesmo se dá. Este último enfoque resultaria em uma pesquisa descritiva e não explicativa.

A experiência tem mostrado que a utilização dos critérios mencionados acima gera resultados satisfatórios. No entanto, é necessário que se repita: o problema resulta de um trabalho arduamente desenvolvido pelo pesquisador e não surge do vácuo.

Postado por José Artur Teixeira Gonçalves às 13:00

Marcadores: formulação do problema, problematização

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ROTEIRO SIMPLIFICADO DE ELABORAÇÃO DE UM PROJETO



a.  Apresentação:
Inicia-se com a capa onde deverá constar o título e subtítulo (se houver) do projeto, o nome da entidade ou grupo responsável, local e data. Da primeira página deverá constar o nome dos responsáveis pelo projeto e suas respectivas funções.

b.  Objetivos:
Procede-se a uma enunciação clara e concisa do que se espera alcançar;
Os objetivos devem ter uma relação clara com o que está colocado nos problemas ou necessidades.

c.  Justificativa:
Procura responder à questão POR QUE através dos dados e informações disponíveis sobre a realidade onde se quer intervir. É a descrição do problema que originou o projeto.

d.  Atividades Previstas:
Descrição das ações a serem desenvolvidas;
Os meios a serem utilizados;
A definição das responsabilidades de cada um na execução do que foi planejado.

e.  Recursos:
Elencar todos os requisitos em termos de espaços físicos, materiais, dinheiro e pessoas necessários para viabilizar as ações previstas.

f.  Cronograma:
O cronograma dividirá a execução do projeto em fases ou etapas e estabelecerá o tempo previsto para sua realização.

g.  Avaliação do Projeto:
A avaliação do projeto poderá ocorrer em três momentos:
1.  Avaliação Diagnóstica (antes da execução).
É o momento em que se faz a coleta de dados e informações com a finalidade de se levantar a situação - problema e as condições existentes para o seu enfrentamento. Como: pessoas, conhecimentos, espaços físicos para trabalhar, equipamentos e dinheiro.
2.  Avaliação Formativa (durante a execução).
É o acompanhamento sistemático do desenvolvimento das ações, a detecção de atrasos e falhas e a sua correção no curso mesmo do processo de execução.
3.  Avaliação Somativa (após a execução).
Verifica se o projeto atingiu ou não os objetivos perseguidos. Detecta o mérito, a relevância e o impacto sobre a situação das ações desenvolvidas, destacando os pontos positivos e negativos, produzindo, assim, os elementos para se estabelecer um juízo de valor acerca do trabalho realizado.
Quando se trata de projetos de protagonismo juvenil, o acerto e o erro têm valor positivo, pois ambos podem ser usados para alimentar e retro-alimentar o processo de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento dos jovens, como pessoas e como cidadãos.

Antonio Carlos Gomes da Costa é educador e autor de diversos livros. Através de sua empresa, a Modus Faciendi (www.modusfaciendi.com.br), com sede em Belo Horizonte, MG, presta consultoria a diversas instituições do Terceiro Setor, entra as quais o Instituto Ayrton Senna, do qual é o principal consultor.


Como escrever um artigo para uma revista

Escrever um artigo para uma revista é algo que difere dos textos curtos que os jornais costumam publicar, pois a maioria das revistas oferece mais espaço para desenvolver e aprofundar o texto através de pesquisas. Apesar de você não estar escrevendo um artigo acadêmico, mas sim um texto que pretenda atrair um público menos específico, é muito importante que você tenha um bom conhecimento do assunto sobre o qual vai escrever. Isso se consegue somente através de bastante pesquisa, boas fontes, e muita conversa com pessoas que já conhecem o tema.
Além disso, como em qualquer texto jornalístico, é importante, já no início do texto, responder as questões básicas:
  1. Quem?
  2. O quê?
  3. Quando?
  4. Onde?
  5. Por que?
  6. Como?
Veja um exemplo:
O blog Lendo.org (quem) oferece a você textos de opinião e informativos sobre livros e literatura, além de conteúdo específico para estudantes universitários, principalmente aqueles que cursam uma licenciatura (o quê). Não importando em que altura de sua graduação você esteja (quando), ou a universidade do Brasil ou do mundo em que você estude (onde), aqui você vai encontrar textos que vão ajudá-lo a expandir sua visão de mundo através da literatura e a aproveitar melhor seus estudos através dos diversos guias para estudantes que o blog oferece (por que e como).
O restante do artigo da revista elabora e aprofunda esses elementos, frequentemente com bastantes detalhes. Se o artigo for de destaque, então o aprofundamento deverá ser ainda maior, fornecendo ao leitor mais dados que podem ser exibidos através de tabelas, gráficos, imagens e caixas de texto paralelas a matéria. Deve-se também adaptar o formato do texto conforme o público leitor da revista: em uma revista de viagens, os artigos devem falar de um lugar específico ou algum evento o qual os leitores possam gostar de participar (ou simplesmente tomar conhecimento). Em alguns tipos de artigos, entrevistas com especialistas ou pessoas relevantes quanto ao assunto também são de grande valor.
Abaixo, mais algumas dicas pontuais que você deve levar em conta na hora de escrever seu artigo.
  1. Leia a revista na qual você deseja publicar seu artigo de forma a se familiarizar com seu estilo, temas, formato e outros autores que nela escrevem.
  2. Descubra e leia a política da revista sobre receber artigos não solicitados.
  3. Pesquise muito e adquira um conhecimento sólido sobre o tópico sobre o qual você deseja escrever.
  4. Se for preciso (geralmente é), escreva uma carta de solicitação para os editores da revista. Nessa carta, você deve incluir:
    • Informações sobre outras publicações suas.
    • Informações sobre o que você deseja escrever e sobre como isso se ajusta ao formato da revista e a seu conteúdo — mostre familiaridade com a publicação.
    • Lista de fontes e conhecimentos especiais que você possua sobre o tópico.
    • A forma que você pretende abordar o assunto em seu artigo (cuidado para não se opor drasticamente às ideologias da revista em sua explanação)
  5. Continue pesquisando sobre o tema, mas não comece escrever até receber uma resposta do editor, que pode sugerir uma direção diferente, outras fontes ou até outro assunto.
  6. Quando receber o sinal verde do editor, escreva o artigo.
  7. Dependendo da revista, tome cuidado redobrado no uso de termos adequados para o que você deseja falar. Usar dicionários e tesauros é sempre importante.
  8. Use um editor de textos com correção ortográfica para evitar erros de digitação.
  9. Releia o artigo várias vezes para ter certeza de que não há problemas de gramática. Peça a amigos ou familiares para lerem também.
  10. Cuidado com os prazos e com o tamanho do texto. Siga à risca os guias fornecidos pelo editor, na revista, ou no site.
Espero que essas dicas possam ajudar você a escrever bons artigos e conquistar seu tão sonhado espaço no mercado editorial!
http://www.lendo.org/como-escrever-um-artigo/

Como fazer um artigo acadêmico

Ao longo do curso de Letras e de muitos outros cursos universitários, são solicitados textos de um formato bastante específico, nos quais o aluno deve elaborar e defender uma ideia sobre determinado assunto analisando diversas facetas envolvidas e pesquisando na literatura já existente sobre o tema.
É o temido artigo acadêmico.
Por ser um tipo de texto bastante diferente do que somos apresentados na escola, muitos acabam entrando em pânico na primeira vez que precisam escrevê-lo, o que tem levado a trabalhos finais pobres, de estrutura fragmentada, com sintaxe horripilante e com pouca ou nenhuma argumentação sólida.
Esse é um problema sério, pois é através desse tipo de publicação que as ciências evoluem. Foi com os artigos acadêmicos que surgiram pela primeira vez estudos e teorias geniais que deram origem a uma grande parte do mundo que conhecemos hoje.
Se você é um desses marinheiros de primeira viagem que não sabem como começar a elaborar um artigo, leia as dicas abaixo que vão guiá-lo na escrita de seu primeiro texto científico.

O seu primeiro artigo científico

A primeira coisa a reconhecer é que existem diversos estilos de escrita, usados para diferentes propósitos. Mesmo em um contexto isolado de escrita de uma carta, você será capaz de diferenciar um texto endereçado para sua avó de outro para algum colega de classe. É provável que no primeiro seja usado um estilo mais formal, com verbos e palavras amenas.
Artigos acadêmicos também precisam de atenção quanto ao estilo. Entender alguns conceitos básicos vai ajudá-lo no processo.
  1. Conheça as diferenças entre o estilo informal, jornalístico e acadêmico. Para isso, você precisa ler textos em que esses estilos apareçam. Resumidamente, a escrita acadêmica é impessoal, a jornalística pretende chamar a atenção do leitor, e a informal usa linguagem coloquial (gírias, abreviações, etc).
  2. Familiarize-se com o conceito de nominalização. Esse é um recurso usado com o propósito de eliminar palavras em excesso e tornar a escrita mais objetiva. Nominalizar é transformar um verbo em um nome para remeter a algo já dito anteriormente. Por exemplo: Armando se casou no final de 2006. O casamento, entretanto, não durou muito.
  3. Aprenda a diferença entre voz passiva e voz ativa. A definição mais simples de voz passiva é: tornar o sujeito de uma sentença o objeto de uma ação. A voz ativa, por outro lado, tem um sujeito que pratica a ação sobre o objeto.
  4. Leia artigos acadêmicos sobre o assunto que você vai escrever e preste atenção quanto ao uso da voz passiva. Esse tipo de escrita é bastante usado no meio acadêmico, porém não deve haver exageros. Algumas áreas a usam menos que outras.
  5. Lembre-se de consultar as normas técnicas da ABNT para formatar seu artigo de forma adequada. Alguns professores dão tanta importância a isso quanto dão ao texto em si. Se você pretende publicar o texto em alguma revista especializada, lembre-se de consultar a folha de estilos da mesma.
  6. Preste especial atenção às citações, notas de rodapé e referências bibliográficas. Plágio é a pior coisa que pode acontecer em relação a um texto desse tipo. Não pense que citar alguém vai desmerecer seu texto, pelo contrário, citações servem para dar mais força aos seus argumentos. Aprenda como escrever argumentos fortes.
  7. Leia e releia quantas vezes for necessário para ELIMINAR erros de gramática. Eles são inaceitáveis em artigos acadêmicos.
  8. Cuidado com a pontuação, é ela que vai dar o tom ao seu texto e permitir que o leitor o entendenda. Leia meu guia definitivo de como usar a vírgula.

Estrutura do artigo acadêmico

Além das questões de estilo, um artigo também deve seguir uma estrutura pré-definida, que é a que segue:
  • Título, que deve estar estritamente relacionado ao conteúdo e permitir ao leitor ter uma ideia geral sobre o que trata o texto.
  • Resumo, que costuma ser de 4 a 6 linhas, destacando objetivos, métodos e conclusões. Em alguns casos, é preciso o resumo em inglês (Abstract) ou espanhol. Aprenda como fazer um resumo.
  • Palavras-chave, geralmente 3 palavras que definam a abrangência do tema tratado no texto. Em alguns casos, também é preciso a versão em inglês (Keywords) ou espanhol.
  • Corpo do artigo, dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão (mas não se usam títulos para isso)
  • Referências bibliográficas, em ordem alfabética e conforme as normas da ABNT.

Modelo de artigo acadêmico

Após essas dicas, você pode ter uma ideia de como é um artigo pronto pesquisando no Google Acadêmico sobre o tema que lhe interessa e lendo algum dos exemplos que aparecerem. Veja os artigos sobre literatura brasileira já publicados.


http://www.lendo.org/fazer-escrever-artigo-academico/

Como fazer um relatório

Como um trabalho muito solicitado em universidades, principalmente para alunos de estágio, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo. No texto a seguir você vai aprender como fazer um relatório.
Existem basicamente dois tipos de relatórios, o acadêmico e o profissional, os dois obedecem normas e possuem o mesmo objetivo final: relatar o desenvolvimento de um trabalho ou de uma pesquisa, informando e quantificando os seus resultados de forma clara e pormenorizada.
Como fazer um relatório
Todos os tipos de relatório devem ser produzidos tendo como base o resultado de uma atividade ou pesquisa. Portanto, é preciso material de apoio para o seu desenvolvimento, sendo importante que, enquanto estiver realizando a ação objeto do futuro relatório, pesquisa, trabalho, estágio, etc., vá fazendo anotações de todos os pontos relevantes que encontrar e que lhe chamarem a atenção. Essa dica vale para o relatório sobre um livro, o relatório de estágio, de uma pesquisa ou de uma atividade qualquer. Anotar os pontos relevantes, dúvidas, pormenores, personagens principais, curiosidades e outros pontos que puderem ser aproveitados na elaboração do documento final. As notas mais simples podem ser importantes ao fazer o relatório, e tudo que não for usado pode ser descartado, então anote tudo que achar relevante ou interessante.
Assim como qualquer outro trabalho acadêmico ou documento, o relatório precisa necessariamente ter objetivos bem definidos e deve ser dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão. O título deve ser simples e vir seguido da identificação (nome, turma ou departamento).
Na introdução do relatório deve constar resumidamente todo o conteúdo do mesmo, junto com os objetivos, a abrangência da pesquisa ou trabalho que resultou o relatório e a metodologia utilizada. No desenvolvimento devem constar os dados, depoimentos e estatísticas que podem ser organizados em textos, utilizando também gráficos e tabelas para enriquecer e dar consistência ao seu trabalho.
O relatório, diferente dos demais trabalhos e documentos, não tem o objetivo de argumentar, mas sim de relatar dados ou informações coletadas ou observadas. A conclusão deve trazer o fecho de todos os dados apresentados.
A redação do relatório deve usar uma linguagem formal e técnica quando necessário, contudo deve ser clara e concisa. Prefira a ordem direta e evite erros gramaticais. Fazer um relatório implica comunicar fatos, resultados, sendo imprescindível que você atinja ao menos esses objetivos básicos.

http://www.lendo.org/como-fazer-um-relatorio/

MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO: COMO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO O monitoramento e a avaliação da aprendizagem são processos...