terça-feira, 30 de junho de 2015

6 filmes nacionais para trabalhar na sala de aula




Especialista em audiovisual e educação faz a indicação de obras do cinema nacional que podem ser usadas na escola
Há cerca de um mês, a exibição mensal de filmes nacionais passou a ser obrigatória para as escolas da educação básica de todo o país. A determinação faz parte de uma nova regra que foi incluída na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Para ajudar os professores, o Porvir separou uma lista com algumas obras do cinema nacional que podem ser utilizadas na sala de aula.
As indicações foram apresentadas por Cláudia Mogadouro, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP. Todos os filmes inseridos na lista têm materiais de apoio e planos de aula que foram publicados pela pesquisadora no site Net Educação.
Confira os filmes indicados:
O filme da conta a história da personagem Tainá, uma indiazinha que vive na Amazônia e parte para uma aventura em busca da mágica flecha azul, enviada por Tupã. O desafio faz parte de uma competição entre os garotos da aldeia para definir quem será o novo guerreiro da tribo. Mesmo sendo impedida de participar por ser menina, ela conta com a ajuda do avô e parte em busca da flecha.
A história pode ser um ótimo gancho para os estudantes conhecerem mais sobre a região da Amazônia, aprenderem sobre a cultura indígena e refletirem sobre a diversidade cultural do país. Além disso, o filme também abre a possibilidade de trabalhar conteúdos de educação ambiental, contemplando discussões sobre o consumo consciente.
Classificação: livre
Público alvo: ensino fundamental
Duração: 80 minutos
O caminhoneiro João decide cruzar o Brasil para fugir de traumas do passado. Durante sua viagem, ele conhece Duda, um garoto órfão de mãe que decidiu procurar o pai. Enquanto os dois viajam, a amizade entre eles cria força. Apesar do drama, Duda é um menino cheio de vida que ajuda João a superar o seu passado.
O filme pode ser utilizado pelos professores para discutir sobre diferentes processos de urbanização no país e as novas configurações da família brasileira. As músicas do cantor Roberto Carlos também são outros elementos que estão presentes durante toda a obra. As cenas podem ajudar a refletir sobre a música popular brasileira e as suas influências no cotidiano.
Classificação: 14 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 90 minutos
Com um roteiro alegórico, o filme conta a história de Antônio, um rapaz que mora em uma cidade chamada Nordestina, tão pequena que nem consta no mapa. Aos poucos, os habitantes do local começam a deixar a cidade para partir em busca do mundo. Quando a jovem Karina, por quem ele é apaixonado, decide ir embora, Antônio resolve construir uma máquina do tempo para ir até o futuro e trazer o mundo até ela.
Entre as cenas, os alunos podem ter contato com diversas manifestações da cultura popular nordestina. A história ajuda a refletir sobre o conceito do tempo e a construção do futuro. Outra possibilidade de trabalho é discutir com os estudantes as perspectivas de trabalho para brasileiros que moram longe dos grandes centro urbanos.
Classificação: livre
Público alvo: ensino médio
Duração: 90 minutos
O documentário apresenta pessoas com diferentes graus de deficiência visual e trata a relação que elas têm com a visão e o olhar. Diversas celebridades como o prêmio Nobel José Saramago e o músico Hermeto Paschoal fazem revelações sobre o significado de não ver em um mundo com o excesso de informações audiovisuais.
A obra pode ser utilizada pelo professor para trabalhar temas como deficiência, visão e o excesso de informações audiovisuais. O documentário também pode traçar um paralelo com a mito da caverna de Platão.
Classificação: livre
Público alvo: ensino médio
Duração: 73 minutos
A animação conta a história de amor de um herói imortal e Janaína. Passando por épocas históricas do Brasil, como a exploração portuguesa, a escravidão e a ditadura militar, o filme vai apresentando a trajetória do casal que sobrevive por todas essas fases. Além disso, a obra também apresenta uma projeção de futuro do país em 2096.
Entre os assuntos que podem ser trabalhados com os estudantes, estão a colonização portuguesa e a história do Brasil sob o ponto de vista dos dominados. Além disso, também é possível projetar problemas e soluções para o futuro.
Classificação: 12 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 74 minutos
Adaptação da obra de Jorge Amado, o filme conta a história dos adolescentes que vivem pelas ruas de Salvador, sem que ninguém possa cuidar deles. Liderados por Pedro Bala, os jovens formam um grupo chamado Capitães da Areia e vivem os sonhos e pesadelos de adolescentes.
O filme pode ser utilizado para trabalhar a disciplina de literatura, fazendo um paralelo com o livro. Outra possibilidade é criar reflexões sobre a adolescência e os amores da juventude.
Classificação: 16 anos
Público alvo: ensino médio
Duração: 96 minutos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sequência Didática - Interpretação de texto com auxílio de materiais gráficos


Introdução
A designação material gráfico diverso abrange um conjunto variado de textos nos quais a linguagem não-verbal está sempre presente (associada ou não à linguagem verbal). Nesse conjunto encontram-se, por exemplo, propagandas, tiras, charges, fotos, desenhos, esquemas, gráficos e tabelas. Este tipo de assunto é um dos temas da Prova Brasil.

Objetivos
• Obter informações a partir de gráficos.
• Comparar dados de gráficos distintos, mas com afinidade temática.
• Tirar conclusões a partir dos dados levantados.

Conteúdo
Leitura de material gráfico diverso

Anos
8.º e 9.º anos

Tempo estimado
2 ou 3 aulas

Material necessário
• Cópias do material gráfico publicado no jornal Folha de S. Paulo de 20 de novembro de 2007, p. C5: gráficos sobre a desigualdade racial na mortalidade.
• Cadernos
• Lápis


 Desenvolvimento

1ª etapa

 
I
nicie a atividade explicando aos alunos que eles farão um exercício de leitura e que o texto que será objeto desse exercício inclui a linguagem não-verbal. Verifique as hipóteses dos alunos para o tipo de texto que receberão e aproveite para avaliar seu conceito a respeito das modalidades verbal e não-verbal. Se necessário, esclareça.

2.ª etapa


Apresente os textos e pergunte à classe de que tipo de material gráfico se trata. Se for necessário, ajude a estabelecer a diferença entre tabela, esquema e gráfico, mencionando exemplos do cotidiano (tabela de jogos de um campeonato esportivo, esquema da transmissão de um vírus, gráfico do desmatamento no Brasil etc).

Estimule a classe a refletir sobre a função de materiais gráficos como esse, indagando: em que suportes eles costumam circular? Eles costumam constituir um texto isolado ou acompanham outros textos? Qual sua importância?

Chame a atenção da turma para a referência bibliográfica do material em questão e explique que ele acompanha uma notícia publicada no jornal sobre os resultados de um levantamento feito por dois pesquisadores.

3.ª etapa


Após o primeiro exame do texto pelos alunos, esclareça eventuais dúvidas a respeito dos termos nele empregados. Convém deixar claro que as "causas externas" reúnem, além de homicídios, acidentes e outras causas não-naturais. As "causas mal definidas" indicam uma imprecisão no atendimento médico. O grupo designado por "negros" inclui pretos e pardos.

4.ª etapa


Ainda em uma leitura coletiva, proponha questões sobre os elementos básicos de um gráfico: quem o produziu, o que ele investiga e quantifica e que título lhe foi atribuído. Isso é importante para que os alunos percebam o que devem levar em conta na primeira abordagem desse tipo de texto, a fim de realizarem leituras semelhantes de forma autônoma.

Sugestões
a) Qual a fonte do material gráfico publicado no jornal? O que se pode afirmar a respeito de sua credibilidade?

b) Os gráficos presentes nesse material apresentam o resultado de que investigação?
c) Você julga que os responsáveis por essa investigação tinham uma hipótese a ser confirmada?
d) Qual é o título geral do material gráfico? Esse título antecipa uma avaliação dos resultados apresentados?

e) Quais os títulos específicos das duas partes do material gráfico?

Aproveite para ver se os alunos identificam a frase "Homicídios e acidentes matam mais negros do que brancos" (na parte superior do texto) como um elemento estranho à estrutura desse tipo de material gráfico, por emitir uma interpretação dos dados apurados. Convém também certificar-se de que eles compreendem as siglas UFRJ e SUS, mencionadas na fonte do material gráfico.

5.ª etapa

 
Solicite aos alunos que formem trios de trabalho. Eles devem registrar em seus cadernos algumas constatações a partir do exame dos dados presentes nos gráficos. Se necessário, sugira um exemplo, dentre os que se seguem:
a) Entre os homens, os negros morrem mais por homicídios, e os brancos, por doenças.
b) De 1999 a 2005, cada vez menos mulheres brancas morriam por problemas no parto e cada vez mais negras morriam por esse motivo.

c) Os negros (homens e mulheres) e as mulheres brancas tiveram a mesma taxa de aumento na morte por HIV/Aids.

d) As mortes por causas mal definidas são mais expressivas entre os negros. 

Peça que cada grupo apresente suas observações. Se houver alguma que não se justifica pelos gráficos, ajude o grupo a rever sua conclusão.

Avaliação
Durante a leitura compartilhada, analise o grau de dificuldade da turma em relação a esse tipo de material gráfico. Ao longo da apresentação dos grupos, analise a pertinência das observações feitas.

Além disso, proponha que os grupos respondam por escrito à questão seguinte: Depois de examinar os gráficos e de refletir sobre o que eles apresentam, que explicação você julga haver para a diferença entre as causas predominantes na morte de negros e as predominantes na morte de brancos? Examine posteriormente as respostas dadas e avalie se os alunos fizeram inferências desejadas, abordando questões econômicas, sociais e históricas.

O diagnóstico obtido por esses três instrumentos vai nortear com que frequência a atividade com material gráfico diverso deve ser proposta.

Professora da rede particular e co-autora de livros didáticos.

TRABALHANDO COM POEMAS


TRABALHANDO COM POEMAS
       Mª do Rosário Gomes Germano Maciel
 
Um dos desafios que os professores encontram no cotidiano da sala de aula é o trabalho com o texto poético. As justificativas são inúmeras, desde a ausência de motivação e interesse dos alunos em ler o referido tipo de texto, como à falta de conhecimento, formação dos professores para desenvolver propostas com a poesia.
Desta forma, nos sentimos desafiados a sugerir um roteiro de atividades para o 2º ciclo do Ensino Fundamental a partir do poema “Jogo de Bola” de Cecília Meireles, tendo em vista contribuir com os professores para minimizar esse distanciamento entre a poesia e a sala de aula. Urge que tenhamos a coragem de ousar, criar, sonhar transformar a sala de aula em um espaço de prazer, fruição e criação.
As sugestões propostas a seguir podem ser desenvolvidas durante uma quinzena, mês ou bimestre, dependendo do interesse e da motivação da turma e do professor.
A escolha do poema “Jogo de Bola” da Cecília Meireles se deve ao fato de os alunos do 2º ciclos terem verdadeira paixão pelas brincadeiras com bola, facilitando assim a aproximação das crianças com o poema em análise.
 
1. Objetivos
- Estimular a prática de leitura de poemas;
- Promover a aproximação do aluno com o texto poético; e
- Favorecer o desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, imaginação através da leitura do texto poético.
2. Metodologia:
1º Momento:
Para motivar o início da aula o(a) professor(a) traz para sala de aula uma bola e propõe a brincadeira "Perguntas e Respostas", que consiste em fazer uma pergunta e jogar a bola em direção a uma criança para que ela responda a pergunta. Para começar a brincadeira é importante que o(a) professor(a) faça a pergunta para direcionar a temática que será discutida como por exemplo: Que tipo de jogos eles mais gostam? Por quê? Quais os maiores problemas que eles enfrentam nas partidas? Que jogos participam meninos e meninas? Como eles veem o futebol feminino? O que eles aprendem com os jogos? Quais os melhores jogadores da sala, do colégio, da Paraíba e do Brasil? O que acham dos salários dos jogadores brasileiros? A discussão deve ser ampliada como forma de conhecer o nível de compreensão da turma sobre a temática.
2º Momento:
Distribuição do poema, neste momento o (a) professor(a) distribui o texto sem tecer considerações, apenas orienta que todos leiam silenciosamente uma ou mais vezes. O tempo para a leitura é fundamental para que as crianças se familiarizem com o poema. Posteriormente o(a) professor(a) deve abrir o espaço para realização da leitura em voz alta pelos alunos. Depois, o(a) professor(a) faz a leitura de forma expressiva. Após esse momento de leitura partilhada os(as) alunos(as) são motivados (as) a apresentarem suas impressões, sentimentos, opiniões sobre o poema: O que acharam do texto? Que verso gostaria de destacar? Por quê? Que sentimentos, ideias o poema faz surgir? Quem gostaria de reler algum verso?
JOGO DE BOLA
     Cecília Meireles


A bela bola rola:
A bela bola do Raul
 
Bola amarela
A da Arabela
 
A do Raul
Azul
 
Rola a amarela
E pula a azul
 
A bola é mole
É mole e rola.
 
A bola é bela,
É bela e pula.
 
É bela rola e pula,
É mole , amarela, azul.
 
A de Raul é de Arabela,
E a de Arabela é de Raul.


 
3º Momento
Dividir a turma em grupos com tarefas diversificadas. Nessa situação é importante que se organize o espaço da sala de aula, afastem-se as carteiras para que os grupos sentem no chão e possam desenvolver as atividades propostas.
Trabalho em grupo Descrição da atividade
Grupo1: Montar e ensaiar o jogral (Discutir e distribuir as falas, escolher o cenário, que no caso pode ser um campo. As crianças devem usar a criatividade para transformar a sala de aula em um campo).
Grupo 2: Confeccionar bolas de meias (Trazer o material necessário para construção das bolas de meias e criar um espaço para brincar com elas)
Grupo 3: Copiar as estrofes em cartolinas separadas
Grupo 4: Ilustrar as estrofes com materiais diversificados (Pesquisar algumas ilustrações do poema “ Jogo de Bola”)
3. Outras sugestões:
Para ampliação desse trabalho, sugerimos que o professor (a) traga para a sala de aula outros tipos de textos que abordem a temática jogo de bola, como por exemplo músicas, crônicas e outros tipos de textos.
3.1 Música: É uma Partida de Futebol (Skank)
Essa música aborda a relação entre o futebol e a situação sócio-econômica da maioria da população brasileira. O compositor através de um ritmo que contagia boa parte da juventude consegue mostrar a contradição que existe entre a miséria dos favelados e o sonho que a maioria da população tem de ser jogador de futebol. Essa discussão nos parece pertinente, haja vista que desde cedo precisamos contribuir com a formação de pessoas que pensem criticamente sobre essa realidade para reconstruí-la com base em outros princípios.
É uma partida de Futebol
 
Bola na trave não altera o placar
Sem ninguém para cabecear
Bola na rede para fazer um gol
Como jogador
Quem não sonhou
Em fazer um gol, ser jogador
de futebol?
 
A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda
É uma partida de futebol
 
Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha
 
Não adianta
Não há garganta que não pare de berrar
 
A chuteira veste a meia que veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde é o gramado
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora
É uma partida de futebol
 
O meio campo é o lugar dos craques
Que vão levando o time todo para o ataque
O centro avante, o mais importante
Que emocionante
É uma partida de futebol
O meu goleiro é um homem de elástico
Só os dois zagueiros tem as chaves do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mais que beleza, com certeza
É uma partida de futebol.
 
3.2 Música: Bola de Meia Bola de Gude (Milton Nascimento)
Poderemos ouvir a música, depois cantar, conversar sobre as impressões que ela nos traz. Refletir sobre quem é esse menino? Quem é a bruxa? Que verso ou estrofes eles gostariam de destacar ? Escolher uma das estrofes para ilustrar. Explicar os motivos da escolha . Pensar sobre as coisas bonitas que o menino acha que nunca deixarão de existir. Montar um debate com a temática: A Amizade, o respeito, o caráter, a bondade, a alegria e amor sempre irão existir? A escolha dos debatedores será feita pelos alunos. Convidar psicólogos, coordenadores para participar desse momento. Marcar um horário com a turma para jogar bola de gude e bola de meia.
Bola de Meia Bola de Gude


Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem para me dá a mão
 
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
 
Ele fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois o nosso menino
Não quer viver como toda essa gente insiste em viver
Pois não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem
Isso é coisa normal
 
Bola de meia
Bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança o menino me dá a mão
 
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem para me dá a mão.
 


3.3  Crônica: O Torcedor (Carlos Drumond de Andrade)

3.4 Sugestões de atividade para outras disciplinas (trabalho interdisciplinar)

1) Pesquisar a origem do futebol e montar um painel informativo sobre a HISTÓRIA DO FUTEBOL.

2) Localizar no globo o nome dos diversos países onde aconteceram algumas copas do mundo. Registrar e montar um gráfico com os nomes dos países e suas respectivas bandeiras.

3) Convidar um jogador de futebol e ou um técnico para dar uma palestra sobre os seguintes aspectos: trabalho em equipe, regras, disciplina, salário, contratos, entre outras. O roteiro de entrevista deve ser montado previamente pelos alunos e professores.

4) Montar juntamente com os professores de educação física um campeonato na escola.

5) Construir tabelas fazendo a análise das possibilidades com a ajuda dos professores de matemática.

6) Trazer para escola um nutricionista e ou um médico para discutir a temática ESPORTE-SAÚDE-ALIMENTAÇÃO.

7) Pesquisar nomes e regras de jogos com bola que as crianças brincavam antigamente, como por exemplo o jogo de bola de gude. Anotar as regras para comparar com as regras de hoje.

8) Através de eleições escolher o desenho que represente o MASCOTE da escola para as competições externas.

9) Fazer a abertura do campeonato com a apresentação do poema o “Jogo de Bola” que originou todo o trabalho, bem como com a música de Skank.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PLANO DE AULA: DIGA NÂO AO BULLYING!!!


 

 
Aula retirada : htt://ivanetenunes.blogspot.com.br/2012/03/plano-de-aula-diga-nao-ao-bullying.html
 
Professor (a ) Ivanete Nunes de Oliveira
Anos 6°ao 9°

Duração: 3 aulas ( de uma hora cada )

OBJETIVOS:

# Refletir sobre os valores;

# Refletir sobre o Bullying ( tão presente hoje nas salas de aula )

# Despertar o senso crítico sobre o mal causado pelo preconceito

# Despertar para a valorização de si e dos outros colegas.

RECURSOS UTILIZADOS :

_ Cópias do texto : EU E O ESPELHO

_ História : O PATINHO FEIO e/ou o VÍDEO

_ Levar para a sala um espelho

_ DINÃMICA DO ESPELHO

ESTRATÉGIAS

# Motivar os alunos ( vocês devem pensar em alguém que lhes seja de grande significado )

# Utilização da DINÂMICA “”O ESPELHO “”Participantes: 10 a 20 pessoas

Tempo estimado :  30 minutos

Material: Um espelho escondido dentro de uma caixa, de modo que ao abri-la o integrante veja seu próprio reflexo.

Descrição: O coordenador motiva o grupo:

"Cada um pense em alguém que lhe seja de grande significado. Uma pessoa muito importante para você, a quem gostaria de dedicar a maior atenção em todos os momentos, alguém que você ama de verdade... com quem estabeleceu íntima comunhão... que merece todo seu cuidado, com quem está sintonizado permanentemente... Entre em contato com esta pessoa, com os motivos que a tornam tão amada por você, que fazem dela o grande sentido da sua vida..." Deve ser criado um ambiente que propicie momentos individuais de reflexão, inclusive com o auxílio de alguma música de meditação. Após estes momentos de reflexão, o coordenador deve continuar: "... Agora vocês vão encontrar-se aqui, frente a frente com esta pessoa que é o grande significado de sua vida".Em seguida, o coordenador orienta para que os integrantes se dirijam ao local onde está a caixa (um por vez).

Todos devem olhar o conteúdo e voltar silenciosamente para seu lugar, continuando a reflexão sem se comunicar com os demais. Finalmente é aberto o debate para que todos partilhem seus sentimentos, suas reflexões e conclusões sobre esta pessoa tão especial. É importante debater sobre os objetivos da dinâmica.

EXPOSIÇÃO DO VÍDEO DO YOUTUBE: O PATINHO FEIO

Na história do patinho feio, o autor descreve um universo de agressividade, desdém, preconceito e intolerância, que um ser vive constantemente diminuído, por não conhecer sua essência, sua beleza própria e sua verdade interior. Por ser diferente dos outros de sua espécie o patinho é desacreditado, colocado ao ridículo, perde a autoconfiança e suas perspectivas de futuro são destruídas.

Na vida real, comparando a história do patinho, com as diferenças, o preconceito de cor, gênero, credo ou classe social seja em casa, seja na escola Chalita diz que temos a responsabilidade e o dever de orientar nossas crianças e jovens, para a aceitação do outro, para a compreensão de que condutas preconceituosas ou intolerantes só colaboram para a degradação das relações e para o desentendimento entre as pessoas.

DEBATE SOBRE O VÍDEO (Palavra Facultada )

LEITURA COLETIVA DO TEXTO “ EU E O ESPELHO “

Um homem muito desanimado entrou na igreja, ajoelhou-se e falou com Deus:

- Senhor, aqui estou porque nas igrejas não há espelhos. Sou feio e nunca me senti satisfeito com a minha aparência.

Subitamente uma folha de papel caiu aos pés dele, vinha do alto do templo. Atônito ele a apanhou e viu a seguinte mensagem: a feiura é invenção dos homens e não minha.

Não importa se os braços são longos ou curtos. Sua função é o desempenho do trabalho honesto.

Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras. Sua função é dar e receber o bem.

Não importa a aparência dos pés. Sua função é tomar o rumo do amor e da humildade.

Não importa se a cabeça tem ou não cabelo, mas sim os pensamentos que passam por ela.

Não importa a cor dos olhos. O que importa é que eles vejam o valor da vida.

Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativo. O que importa são as palavras que saem dela. Atônito o homem foi saindo da igreja e na porta de vidro viu o seu reflexo. E ali estava escrito: Veja com bons olhos seu reflexo neste vidro e lembre-se que em tudo que existe escrito sobre mim, não há uma única linha dizendo que sou bonito. Olhe-se no espelho e veja a beleza que há dentro de você.

REFLEXÂO (Comentários dos alunos)

AVALIAÇÂO:

Avaliação foi contínua,

Observação da participação dos alunos: Interatividade, Motivação, Criatividade, produção de um texto, interesse e Aprendizagem.

REFERÊNCIAS;

_CHALITA, Gabriel. Pedagogia do Amor: a contribuição de histórias universais para a formação de valores das Histórias Infantis.

MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO: COMO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO O monitoramento e a avaliação da aprendizagem são processos...