segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um pensar sobre Web 2.0

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

CURSO: MIDIAS NA EDUCAÇÃO- AVANÇADO 2

KELLY CHRYSTINE GUEDES LEVY



Produção Textual

Um pensar sobre Web 2.0



Na era contemporânea a tecnologia possibilitou a criação de novos pontos de aquisição do saber, o mesmo deixou de ser restritos a lugares, momentos e pessoas, abrangendo um quantitativo de seres humanos nunca antes visto. A velocidade de conhecimentos decodificados, a ampliação de armazenamentos de dados e o desenvolvimento da Web 2.0, fazem com que a sociedade se transforme diante da era do conhecimento

Este desenvolvimento da tecnologia possibilitou a minimização das disparidades sociais, em relação à cultura e ao conhecimento, alavancando um novo olhar sobre o saber, o que permitiu abrir uma nova discussão sobre a educação do ponto de visto metodológico e qualitativo.

A Web 2.0 é uma plataforma, que pode contribuir para um novo pensar no processo educacional brasileiro, porém não possui conceituação definida logo que:

                                        as definições variam de forma a incluir determinadas características/conceitos de 
                                        acordo com o entendimento de cada especialista. Esta indefinição também se
                                        deve ao fato de a Web 2.0 não ser um objeto, um produto, tampouco de uma 
                                        marca, apesar de existir um ou mais pedidos de patente sob o termo, mas sim de
                                        um conceito relativamente novo.(ORLOWSKI.2007)

Esta plataforma permitiu um novo olhar do usuário, com maior interação e participação do mesmo, fazendo com que a interação ocorra e utilizando a inteligência coletiva, para: transformar, desenvolver, convergir, articular saberes, criar, desatar novos nós, diminuir espaços, tempo, proporcionando interação e informações quase que simultaneamente quando a mesma ocorre.

Esta plataforma utiliza wikis, aplicativos baseados na: folksonomia, redes sociais e tecnologia da Informação, o que permite a interação e a complemetação de dados e melhorias das tecnologias. Segundo Renato Rudiniki (2007) a Web 2.0;
                                        funciona de forma com o usuário possa tirar o máximo de proveito possível dos
                                        softwares que rodam nela. Neles, os softwares são eternos betas, com objetivo
                                        de estarem sendo corrigidos, alterados e melhorados o tempo todo de acordo
                                        com o seu uso, pelo usuário. Algumas aplicações Web 2.0 permitem     
                                        a  personalização do conteúdo mostrado para cada usuário, sob forma de página
                                        pessoal, permitindo a ele a filtragem de informação que ele considera relevante.

O modle da Universidade do Sudoeste da Bahia é um exemplo da web 2.0, onde pessoas se encontram, trocam experiências, estudam, complemetam textos e interagem.

Com um vasto campo de desenvolvimento de competencias e habilidades a Web 2.0, pode ser ponto de partida para auxiliar a educação melhorar a qualidade, proporcionando uma nova metodologia com a inclusão de laboratorios de informatica nas escolas. O desafio,porém, está na qualificação do educador para que o mesmo possa relacionar a teoria de sua disciplina com elementos beneficos existentes na plataforma, que gera uma mudança de paradigma da forma do aprender e do ensinar, o que faz necessário redefinir o papel do educador e seu campo de atuação.

Portanto, web 2.0 é uma plataforma na qual beneficia a era do conhecimento e favorece um novo meio para auxiliar uma aprendizagem significativa. Não adianta ignorar a sua existencia mas, permitir que o mesmo se torne uma ferramenta do processo ensino-aprendizagem. Saber utiliza-lo é o que faz a diferença. Para que isto ocorra se faz necessário um educador pesquisador o qual esteja em continua formação continuada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GADOTTI,Moacir. Desafios para a era do conhecimento. Disponível: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/desafios_era_conhecimento.htmAcesso: 04/02/2011

LASTRES, Helena Maria Martins. Desafios e oportunidades da era do conhecimento. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n3/13562.pdf. Acesso: 06/02/2011

ORLOWSKI, Andrew. Web 2.0: It's ... like your brain on LSD! Página visitada em 2 de julho de 2007.in wikipédia

RUDNICKI, Renato. Web 2.0 e Algumas de Suas Aplicações.Disponível em: http://www.dicas-l.com.br/arquivo/web_2.0_e_algumas_de_suas_aplicacoes.phpAcesso: 06/02/2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A trindade Pedagógica

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Conheça a trindade pedagógica: diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino.

O trabalho conjunto entre diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino garante o bom andamento da escola e a aprendizagem

Fernando José de Almeida (gestao@atleitor.com.br)

"A ideia de fortalecer a chamada trindade pedagógica vem em boa hora. Antigamente, o diretor, sozinho, fazia tudo."


O uso do número três, em muitas situações, parece apontar para a perfeição. No âmbito judaico-cristão, existe a Santíssima Trindade, formada pelas figuras mais importantes de uma crença seguida por milhões de pessoas. Em Matemática, mais especificamente na geometria, aprendemos que por três pontos que não estejam em linha reta sempre passa um plano. Uma mesa com três pés, por exemplo, não fica bamba. Em Educação, três figuras são apontadas como responsáveis pela eficácia da escola: o diretor, o coordenador pedagógico e o supervisor de ensino.



Os dois primeiros geralmente estão todos os dias na escola, em contato direto com professores, alunos e funcionários. São eles que detectam, com o olhar atento sobre a movimentação dentro e fora dos muros, nos corredores e nas salas de aula, as necessidades de aprendizagem das crianças e dos jovens, a demanda por formação docente e as condições da infraestrutura. O terceiro personagem dessa tríade é o educador da Secretaria de Educação responsável por auxiliar diretores e coordenadores a melhor exercer suas tarefas. Em muitas redes, ele é denominado supervisor de ensino e entre suas funções está fazer com que as políticas públicas sejam implementadas nas escolas. Por um lado, ele informa a Secretaria das necessidades dos gestores escolares em seu dia a dia. Ao mesmo tempo, garante a implantação dos programas oficiais, fazendo com que a rede tenha unidade e coerência e se torne de fato um sistema de ensino. A reportagem de capa da edição de fevereiro/março de NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR fala da importância do trio gestor, esclarecendo o papel de cada uma das figuras que o compõem e mostrando como três redes de ensino, de diferentes tamanhos e com diferentes realidades, se estruturam para garantir o trabalho conjunto desses educadores.



A ideia de fortalecer a chamada trindade pedagógica é recente e vem em boa hora. Antigamente, o diretor, sozinho, fazia tudo: cuidava da parte administrativa, atendia pais, verificava os cadernos de apontamentos dos professores, sabia da vida de cada aluno e conhecia pessoalmente as famílias. Cuidava também da limpeza e da manutenção do prédio e comparecia à Secretaria de Educação para prestar contas e fazer solicitações. A escola cresceu, em tamanho e responsabilidade e, com 600, 700, mil alunos, passou a ser impossível uma só pessoa cuidar de todas as áreas. Aos poucos, as redes disponibilizaram novos colaboradores para ajudar o diretor (como o coordenador pedagógico, o orientador educacional e outros). Contudo, não é difícil encontrá-los trabalhando de forma desarticulada, cada um cumprindo suas tarefas sem se preocupar com a interação entre as diversas áreas.



Atualmente, a necessidade de um trabalho integrado de todos os gestores e dos demais atores do processo educacional - e que faça a rede caminhar na mesma direção - tem sido apontada em pesquisas como um dos principais fatores que impactam a aprendizagem dos alunos. É nessa nova realidade que o supervisor de ensino se une ao diretor e ao coordenador pedagógico. Sua principal tarefa é cuidar da formação dos gestores, oferecendo informações e reflexões para que bem exerçam suas funções e informando a Secretaria sobre a necessidade de políticas públicas capazes de atender às demandas de cada escola.



Nessa trindade pedagógica, cada personagem tem uma função e uma obrigação. Porém, acima de tudo, é preciso que esses três educadores - como três pontos que não estão dispostos em linha reta - formem um único plano, equilibrado e seguro, para garantir a estrutura pedagógica da rede e a aprendizagem de todos os alunos.

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/conheca-trindade-pedagogica-diretor-coordenador-pedagogico-supervisor-ensino-gestao-escolar-trabalho-529026.shtml

Trio gestor: quem faz o que

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Conheça as responsabilidades de cada função do trio gestor

Diretor

- Responde legalmente, judicialmente e pedagogicamente pela escola

- Assegura, acompanha e controla os materiais e os recursos financeiros da escola

- Articula o relacionamento com a comunidade interna e externa escola

- Colabora nas decisões da rede e concretiza as políticas públicas na escola

- Lidera a elaboração e revisão do projeto político-pedagógico

- Garante as condições para o cumprimento do projeto

- Assegura e acompanha os momentos de planejamento e estudo da equipe

- Cuida do desenvolvimento dos profissionais

- Levanta, analisa e acompanha o desempenho dos alunos

- Desenvolve projetos institucionais em parceria com o coordenadores e equipe

- Articula a equipe para o planejamento e a realização das reuniões de pais

- Elabora o cronograma e realiza reuniões regulares com os diferentes segmentos da escola

- Orienta a organização do espaço e assegura a exposição das produções dos alun
- Garante o acesso ao acervo da escola

Coordenador pedagogico

- Coordena os momentos de formação em serviço dos professores

- Participa junto com os professores do planejamento das atividades e acompanha sua realização

- Observa aulas dos professores para ajudá-los no desenvolvimento das atividades

- Realiza com os professores nas reuniões de pais

- Colabora na elaboração do projeto político-pedagógico

- Cuida para que o projeto seja cumprido no dia a dia

- Acompanha e analisa junto com os professores o desempenho dos alunos

- Realiza, organiza e mantém os registros do trabalho pedagógico

- Realiza reuniões regulares com o diretor para analisar as condições e o processo de ensino e da aprendizagem

- Organiza junto aos professores a exposição das produções dos alunos

- Analisa e divulga o acervo da escola

Supervisor

- Sistematiza as diretrizes curriculares da rede

- Coordena e acompanha a formação de coordenadores e diretores

- Acompanha, organiza e mantém registros da formação continuada na rede

- Realiza e levanta estudos e pesquisas

- Articula a troca de experiências entre os profissionais das escolas

- Acompanha e articula a execução dos projetos político-pedagógicos das escolas com o Pano Educacional da Secretaria

- Acompanha e auxilia o trabalho dos gestores e coordenadores

- Avalia o desempenho dos alunos e indicadores de aprendizagem das escolas

- Participa de comissões sindicantes

- Acompanha o cumprimento dos dias letivos


Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/trio-gestor-quem-faz-531894.shtml

OLIMPIADA ESCOLAR DE NOVA SOURE


Só sabe que existe uma equipe, quando o resultado é um SUCESSO. Parabéns, a todos gestores, coordenadores,educadores, funcionários de todas as secretarias que contribuiram para um projeto se tornar realidade.
Dados do Projeto:
Idealização - Barimar Nascimento e Dorge Pimentel
Elaboração do Projeto: Kelly Chrystine Guedes Levy e Robélia Aragão da Costa
Responsável pela execução: Secretaria de Administração e Secretaria de Educação
Execução: Rede municipal , estadual e particular
Patrocinio: Prefeitura Municipal de Nova Soure
Parceiros da execução:
Secretaria de Administração
Secretaria de Educação e Cultura
Coordenação de Esportes
Coordenação de Comunicação
Departamento de planejamento pedagógico da educação básica e especial
Departamento de merenda
Departamento de transporte
Secretaria de Ação Social
Secretaria de Saúde
Secretaria de Agricultura
Sozinho nada podemos, mas quando nos unimos os resultados são imensos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Questões para a construção do projeto de pesquisa.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB


DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA - DG

DISCIPLINA: PRÁTICA DA PESQUISA APLICADA AO ENSINO DE GEOGRAFIA I

DOCENTE:

DISCENTE:

Questões para a construção do projeto de pesquisa.

1- O que você identificou que era interessante estudar? (em no máximo três linhas).

2- Por que você acha interessante estudar isso? (em no máximo 5 linhas).

3- Localize o problema que você quer estudar (em qual cidade, estado, município, local da cidade ou do município).

4- Qual a área de abrangência do seu estudo? (além da localização específica, o que você quer estudar atinge outras áreas)

5- Se esse problema poderia ter sido estudado em outro lugar por que, então, você escolheu este?

6- Qual o período que você quer estudar? (na atualidade? durante uma faixa de tempo específica?).

7- Por que esse período?

8- Considerando o que você respondeu até agora, qual seria o título da sua pesquisa?

9- Por que sua pesquisa é interessante para:

a) a sociedade
b) a universidade
c) a ciência geográfica de maneira específica
d) a ciência de maneira geral

10- Para poder dar as respostas a esse problema você deve entender como ele se "comporta", então quais seriam os subtemas a serem estudados (não são os passos são os subtemas)
11- Você conhece algum livro ou texto que trate do problema que você quer investigar? Quais?
12 - Você poderia, lendo esses livros, identificar as partes nas quais eles tratam de definições ou explicações sobre o problema e sobre seus subtemas?
13- Destaque em um papel separado, ou num arquivo de computador essas definições e explicações, mas não esqueça de colocar junto o autor e o local de onde foi retirado (normas da ABNT) e classifica-las por proximidade temática.
14- Escolha dentre as teorias aquela que vc acredita poderá lhe ajudar, de forma mais decisiva, na sua investigação. Essa teoria servirá para você pensar sobre o problema, mas se vc tiver uma teoria sobre, então ela deverá ser descrita agora.
15- O que você pretende fazer para investigar esse problema e seus subtemas?

a) Existem pessoas envolvidas na produção do problema?

b) Quantas?

c) Você pretende estudar todas elas (toda a população ou universo da pesquisa)?

d) Todas as pessoas envolvidas têm a mesma característica ou têm funções diferentes?

e) Se vai usar somente uma parte então quantas vão ser estudadas e por que exatamente estas?

16- Quais instrumentos você pretende usar para investigar o problema e seus temas?

a) Entrevistas? Por que?

b) Questionários? Por que?

c) Iconografia (imagens de maneira geral)? Por que? Onde você vai encontrar?

d) Dados já prontos em tabelas: quais? onde vai encontra-los?

e) Existem mapas sobre algum dos subtemas?

17- Se não for entrevistar ou aplicar questionário em toda a população alvo então como você vai fazer para decidir quem deverá responder o questionário e quem vai responder as entrevistas? Por que?
18- Quais serão os procedimentos estatísticos a serem utilizados para a análise e tratamento dos dados coletados através dos questionários e das tabelas? Por que?
19- Você vai fazer algum levantamento histórico refente ao problema? Por que? Sobre qual período e por que esse período?
20- Você vai apresentar os resultados dos levantamentos de dados de que forma?

a) Tabelas, por que?

b) Gáficos, por que?

b1) de quais tipos?

c) Quadros, por que?

d) Mapas, por que?

d1) de quais tipos?

e) fluxogramas e ou organogramas, por que?
21- Dividindo o tempo que você tem para fazer sua pesquisa, como você distribuiria essas atividades em um quadro de tarefas culminando com a escrita da monografia e apresentação à comunidade acadêmica em um período de, no máximo um ano?
22- Se sua monografia já estivesse pronta, quais poderia ser os capítulos e subcapítulos?
23- Quais os livros, textos, páginas da internet e outras fontes de informações, que você utilizou para responder a todas essas questões? (Coloque-as no formato da ABNT)

Disponibilizado: no CURSO DE MIDIAS NA EDUCAÇÃO - ETAPA : AVANÇADO PELO TUTOR: ANTONIO WELLIGTON MELO DE SOUZA

RESUMO

O que é um resumo?

Resumir é apresentar de forma breve, concisa e seletiva um certo conteúdo. Isto significa reduzir a termos breves e precisos a parte essencial de um tema. Saber fazer um bom resumo é fundamental no percurso acadêmico de um estudante em especial por lhe permitir recuperar rapidamente idéias, conceitos e informações com as quais ele terá de lidar ao longo de seu curso.

Em geral um bom resumo deve ser:

Breve e conciso: no resumo de um texto, por exemplo, devemos deixar de lado os exemplos dados pelo autor, detalhes e dados secundários

Pessoal: um resumo deve ser sempre feito com suas próprias palavras. Ele é o resultado da sua leitura de um texto

Logicamente estruturado: um resumo não é apenas um apanhado de frases soltas. Ele deve trazer as idéias centrais (o argumento) daquilo que se está resumindo. Assim, as idéias devem ser apresentadas em ordem lógica, ou seja, como tendo uma relação entre elas. O texto do resumo deve ser compreensível.

O resumo tem várias utilizações. Isto significa também que existem vários tipos de resumo. Você irá encontrar resumos como parte de uma monografia, antes de um artigo, em catálogos de editoras, em revistas especializadas, em boletins bibliográficos, etc. Por isso, antes de fazer um resumo você deve saber a que ele se destina, para saber como ele deve ser feito. Em linhas gerais, costuma-se dizer que há 3 tipos usuais de resumo: o resumo indicativo, o resumo informativo e o resumo crítico (ou resenha).

Este é, provavelmente, o tipo de resumo que você mais terá de fazer a pedido de seus professores ao longo do seu curso. O resumo crítico é uma redação técnica que avalia de forma sintética a importância de uma obra científica ou literária.

Quando um resumo crítico é escrito para ser publicado em revistas especializadas, é chamado de Resenha. Ocorre que, por costume, os professores tendem a chamar de resenha o resumo crítico elaborado pelos estudantes como exercício didático. A rigor, você só escreverá uma resenha no dia em que seu resumo crítico for publicado em uma revista. Até lá, o que você faz é um resumo crítico.

Mas não deixam de estar certos os professores que dizem que resenha não é resumo. A resenha (ou resumo crítico) não é apenas uma resumo informativo ou indicativo. A resenha pede um elemento importante de interpretação de texto. Você só fará uma boa resenha se tiver lido um texto ao menos até a quarta etapa (link para “leitura do texto científico”) de leitura, na classificação sugerida por Antônio Severino.

Por isso, antes de começar a escrever seu resumo crítico você deve se certificar de ter feito uma boa leitura do texto, identificando:

1. qual o tema tratado pelo autor?

2. qual o problema que ele coloca?

3. qual a posição defendida pelo autor com relação a este problema?

4. quais os argumentos centrais e complementares utilizados pelo autor para defender sua posição?

A partir daí você pode escrever um texto que, em linhas gerais, deve apresentar:

- nos parágrafos iniciais, uma introdução à obra resenhada, apresentando

- o assunto/ tema

- o problema elaborado pelo autor

- e a posição do autor diante deste problema

- no desenvolvimento, a apresentação do conteúdo da obra, enfatizando:

- as idéias centrais do texto

- os argumentos e idéias secundárias

- por fim, uma conclusão apresentado sua crítica pessoal, ou seja:

- uma avaliação das idéias do autor frente a outros textos e autores

- uma avaliação da qualidade do texto, quanto à sua coerência, validade, originalidade, profundidade, alcance, etc.

É bom lembrar que estes passos não são uma norma rígida. Esta é a estrutura usual de resenhas, mas como a resenha é um texto escrito para publicação em revistas especializadas, cada revista cria suas próprias regras. Questões como onde escrever o nome do resenhista (se abaixo do título, no final, a quantos centímetros da margem), quantos parágrafos utilizar, o número mínimo e máximo de linhas, a utilização de tópicos e subtítulos, etc., tudo isso é definido pela revista que for publicar a resenha. Por isso, sempre que um professor pedir para você fazer uma “resenha” (um resumo crítico, já que não será publicado) você deve pedir que ele lhe dê este parâmetros. Se o professor não se pronunciar, sinta-se livre para decidir como apresentar a resenha, desde que respeitando a estrutura geral apresentada aqui e as normas de bom senso para redação de trabalhos.

Exemplo de resumos:

1 -O objetivo do presente trabalho é abordar a História da Computação considerando a evolução das tecnologias de fabricação do hardware e a evolução dos sistemas operacionais até os dias atuais, o que resultou na automação dos processos aritméticos e conduziu à tecnologia dos computadores. Esta monografia apresenta as gerações de computadores e como os sistemas operacionais foram adquirindo um papel significativo na evolução dessas máquinas, procurando dar mais ênfase aos computadores IBM 360, Macintosh e IBM PC na área de hardware, e aos sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS.



2- Com pequenas variações (dei algumas opções em vermelho):

Este documento (ou Esta monografia) apresenta um breve estudo sobre a História da Computação. Serão abordados (mostrados) dois temas principais: a evolução das tecnologias do hardware , bem como a evolução dos sistemas operacionais até os dias atuais. Serão apresentadas (veremos, descreveremos) aqui as diversas gerações de computadores, e como os sistemas operacionais foram adquirindo um papel significativo na evolução dessas máquinas. Maior ênfase será dada aos computadores IBM 360, Macintosh e IBM PC na área de hardware, e aos sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS.

3 - Outro resumo para outro tema (inspirado no trabalho de Pedro Montenegro):

Esta monografia é o resultado de um estudo sobre a “Casa Digital”, também denominada de casa inteligente. Veremos inicialmente as características mais comuns dessas casas, e suas principais funcionalidades. Em seguida, serão discutidos os principais sistemas de controle de casa digital disponíveis no mercado, avaliando-se as vantagens de cada sistema apresentado. Por fim, serão discutidas as perspectivas futuras para este tipo de aplicação.

Fornecido palo curso: Midias na Educação - Avançado - Tutor: Antonio Welligton

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ORIENTAÇÕES PARA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO

APRESENTAÇÃO

Apresentação do Projeto. Comentários sucintos sobre os objetivos de sua elaboração, circunstâncias em que foi elaborado, idéias centrais, relevância etc.

DIAGNÓSTICO [3]

Contexto da escola

•Ambiente social, cultural e físico: a comunidade em que a escola está inserida - características da população, costumes, lazer, grupos comunitários, lideranças comunitárias, associações, clubes, igrejas, acesso a meios de comunicação etc; localização física da escola – características do bairro, ruas, praças, espaços de lazer, equipamentos comunitários, instituições educativas, meios de acesso, sistema de transporte, situação das residências, saneamento, serviços de saúde, comércio.

•Situação socioeconômica e educacional da comunidade: ocupações principais, níveis de renda, condições de trabalho, acesso a bens de consumo, níveis de escolaridade da população, crianças fora da escola, principais setores de atividade econômica, perfil profissional dos pais, acesso aos serviços de saúde e de assistência social, condições de habitação, etc. População atendida pela escola: nível de instrução dos pais e irmãos, qualificação profissional, hábitos alimentares e de higiene, lazer etc.

Caracterização da escola (identidade)

•Histórico da escola: fundação, denominação, lideranças históricas, vínculos com egressos, participação na comunidade.

•Situação física da escola: condições da edificação, dimensões, dependências, espaços para atividades pedagógicas e de lazer, biblioteca, estado de conservação, instalações hidráulicas e sanitárias, paisagismo, conforto ambiental (iluminação, ventilação, etc); adequação de salas de aula.

•Recursos humanos e materiais: quantitativos do corpo docente, discente, administrativo e de apoio; vínculos funcionais; distribuição de funções e tarefas; nível de formação inicial e acesso à formação continuada (qualificação). Características dos alunos. Condições de trabalho e estudo de professores na escola. Condições de trabalho dos servidores da escola. Direitos e deveres. Recursos materiais disponíveis e sua adequação: móveis, equipamentos, material didático.

•Gestão da escola: forma de provimento da direção; estilo de gestão; conselho escolar; associação de pais e mestres; grêmio escolar; gerenciamento de recursos materiais e financeiros: política adotada para o atendimento da demanda (oferta de vagas); funcionamento de biblioteca; funcionamento da secretaria; sistema de coleta e registro de dados.

•Organização da escola e do ensino: estatuto, regimento, planos e projetos existentes; distribuição e ocupação do tempo e dos espaços pedagógicos; constituição de turmas; número de turmas; períodos ou turnos de funcionamento; organização em séries ou ciclos; existência de classes de aceleração; sistema de recuperação; distribuição do tempo escolar; condições de atendimento a portadores de necessidades especiais; condições de atendimento a jovens e adultos.

•Relações entre a escola e a comunidade: formas de participação da comunidade educativa (pais, autoridades locais, associações de moradores, clubes de mães); parcerias com entidades, órgãos públicos e empresas; parcerias com organizações da sociedade civil; relacionamento com outras escolas; utilização dos espaços da escola pela comunidade; trabalho voluntário; relacionamento escola-família (APM); participação dos alunos (Grêmio); relações da escola com o órgão gestor da educação (Secretaria Municipal de Educação).

•Currículo: Verificar como a escola vem trabalhando: o atendimento à base nacional comum; como está posta a parte diversificada; forma de composição curricular; definição de conteúdos curriculares; interdisciplinaridade (integração de disciplinas) e transversalidade (definição de temas transversais); distribuição do tempo pelos componentes curriculares; orientação didática adotada; atividades didáticas integradas; adequação dos materiais da biblioteca ao currículo; materiais didáticos adotados: escolha e adequação; parâmetros de avaliação adotados; instrumentos de avaliação.

•Resultados educacionais

•Desempenho escolar dos alunos: aprovação, reprovação e evasão. Relação entre idade e série. Medidas que estão sendo tomadas para a melhoria do desempenho dos alunos.

Desempenho global da escola: avaliação do desempenho global da escola: índices alcançados em relação a outras escolas do município e do estado. Dados do censo escolar. Medidas que estão sendo tomadas em relação a problemas. Relações institucionais e com a comunidade atendida.

Convivência na escola

Relações interpessoais na escola. Formas de tratamento de questões de violência externa, interna; indisciplina.



DEFINIÇÃO DAS BASES DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO OU PROPOSTA PEDAGÓGICA

Diretrizes

Tendo em vista os resultados do diagnóstico, definição dos compromissos gerais a serem assumidos pelo coletivo da escola. Concretização da Política Educacional do Sistema no âmbito da unidade escolar, tendo em vista o atendimento de suas características particulares, quanto a gestão (aspectos administrativos, financeiros e pedagógicos) e ação docente e atividades de apoio.

•Fundamentos

Concepções, conceitos e princípios que fundamentarão o trabalho da escola: conceito de educação, papel da educação, papel da escola pública, concepção de aprendizagem, concepção de avaliação, perfil do cidadão a ser formado etc.





•

Dispositivos legais

Dispositivos legais e normativos a serem considerados e o que eles determinam em relação à educação escolar. Ver: Constituição federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9934/96), Plano Nacional de Educação, Plano estadual de Educação, Plano Municipal de educação, Parâmetros Curriculares Nacionais, disposições do CNE, e do CEE e do CME, regimento da escola.

Currículo

Concepção de currículo a ser trabalhada. Objetivos gerais e específicos a atingir Base comum. Definição da parte diversificada. Definição da forma de composição curricular. definição de conteúdos curriculares e sua distribuição no tempo. Definição da orientação pedagógica a ser adotada. Definição de parâmetros, critérios e formas de avaliação da aprendizagem. Definição de critérios para elaboração, escolha e uso de material didático. Definição de espaços pedagógicos interdisciplinares e temas transversais. Aspectos ou áreas prioritárias no que diz respeito à aprendizagem.

PLANO DE ATIVIDADES

Prioridades

Considerar os problemas mais urgentes ou mais graves detectados no diagnóstico, em relação a: contexto da escola, características da escola, resultados educacionais e convivência na escola.

Objetivos

Definir objetivos gerais e específicos em relação aos problemas definidos, quanto a: contexto da escola, características da escola, resultados educacionais e convivência na escola.

Metas

Para cada objetivo específico, definir metas. Metas são desdobramentos dos objetivos que indicam os resultados esperados em termos quantitativos e em determinados prazos.

Previsão e provisão de recursos

Definir a necessidade de recursos para o alcance de objetivos ou metas.

IMPLEMENTAÇÃO

Acompanhamento e assistência à execução

Prever o modo pelo qual a equipe de direção da escola deverá acompanhar a execução do Plano, bem como o trabalho dos professores, apoiando-os nas dificuldades que surgirem, provendo os recursos necessários, etc. Poderão ser previstas reuniões periódicas para discussão do andamento do projeto.

Avaliação

O projeto deve ser objeto de avaliação contínua para permitir o atendimento de situações imprevistas, correção de desvios e ajustes das atividades propostas. Podem ser previstos momentos de avaliação (semestral, anual, bianual), com participação de toda a comunidade escolar.

Módulo - Pró Gestão - UFBA

MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO: COMO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO O monitoramento e a avaliação da aprendizagem são processos...