terça-feira, 14 de maio de 2019

A Avaliação do Plano de Aula


A Avaliação do Plano de Aula
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/a-avaliacao-do-plano-de-aula/41564
A avaliação na elaboração do plano de aula é vista como a última etapa da aula, momento em que o educador irá verificar se os objetivos da aula foram atingidos. Nesta visão da avaliação o educador geralmente sugere questões, questionários, atividades extraclasse, de forma que este, o educador, possa medir o conhecimento do aluno.
Nesta concepção
“A avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretação das informações, julgamentos de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas. (...) A avaliação cruza o trabalho pedagógico desde seu planejamento até a sua execução, coletando dados para melhor compreensão da relação entre o planejamento, o ensino e a aprendizagem e poder orientar a intervenção didática para que seja qualitativa e contextualizada.” (Silva, 2003)
A avaliação sob o ponto de vista relatado assim, traz a necessidade que a avaliação seja contínua e proponha uma diversidade de instrumentos avaliativos, para que assim se possa ter o maior número e variedade de informações sobre a prática educativa, pois“restringir a avaliação aos testes finais e aos aprendentes implica não avaliar certos aspectos dos estudantes como o desempenho oral, a capacidade investigativa e a participação em trabalhos em grupos, nem tampouco o desenvolvimento da aquisição dos conceitos testados finalisticamente e também não toma a intervenção didática como objeto da avaliação.” (Silva, 2003)

Portanto vê-se a necessidade de uma reflexão da prática avaliativa em todas as disciplinas. A busca por aprendizagens significativas relatadas em tópicos anteriores sugere também a busca pela autonomia, aluno crítico e consciente.

Sendo assim pode-se levantar o seguinte questionamento:
_ Como relacionar as aprendizagens significativas de maneira que as avaliações também se tornem significativas tanto aos alunos e educadores?
A primeira proposta é a valorização dos saberes e a utilização da avaliação como instrumentos do aprender. O tempo todo da prática educativa o educar avalia e valoriza o educando.
Assim, é necessário que a avaliação leve em consideração o tempo do aluno, uma vez que este possui seu lugar, seus vínculos e sua visão de como se integra ao mundo.

A avaliação que valoriza as aprendizagens significativas utiliza o erro como uma oportunidade do aprender. A auto correção de suas atividades é uma oportunidade para a formação da autonomia. Também a auto avaliação. O aluno consciente de suas ações em relação ao conteúdo, à pesquisa, suas atribuições, seu envolvimento, comprometimento, comportamento. A auto avaliação prioriza a autonomia.

Mas como avaliar o aluno quando se depara com o indivíduo que tem seu tempo de aprender, suas perspectivas individuais, seus significados em particular.

A avaliação também pode ser individualizada.
O portfólio é uma modalidade de avaliação baseada na ideia da evolução do processo de aprendizagem. Neste modelo insere-se cada etapa do processo ensino aprendizagem priorizados por fotos, imagens, registros individuais do aluno o que favorece a reflexão do progresso do educando e os aproxima dos educadores, que constroem juntos o processo ensino-aprendizagem.
Assim a avaliação frente a novas descobertas e aprendizagens busca o equilíbrio entre o que é ensinado e o que é aprendido, leva-se em consideração a observação individual, as tarefas são escritas para que o aluno possa expressar como apreendeu o conteúdo, leva-se em consideração as atividades em grupos e individuais e o educador observa suas atitudes de pesquisador, a aprendizagem é o saber consigo, com os outros e com o objeto de saber.
Completaremos o plano de aula com os itens para a elaboração do plano de aula, lembrando que o plano de aula abaixo citado visa a exemplificação do da elaboração do plano de aula, que poderá ser ainda mais elaborado a partir da realidade de cada educador, de seu conteúdo e seus objetivos.
Enciclopédia.
- Buscar no dicionário os significados das palavras do texto
- Dar-se conta da utilidade e o número de informações de um
verbete de dicionário.

Procedimentos: No início da aula será proposto um pequeno diálogo com os alunos para a verificação do conhecimento prévio do tema com as perguntas:
_ Quem consulta o dicionário com frequência?
_ Por que alguém utilizaria um dicionário?
_ Qual a utilidade de um dicionário?
Após este diálogo faremos a leitura do texto: O dicionário genial. O texto será contado de maneira criativa para a atenção dos alunos.
Após a leitura e em grupos procuraremos alguns verbetes no dicionário como, por exemplo, as palavras alface e cola que se encontram no texto.

A atividade será complementada com a relação de palavras com duplo sentido que identificarem no texto.
Realizaremos as anotações coletivas dos conceitos aprendidos em sala e como atividade extraclasse será proposta uma produção de texto com o tema: as palavras e suas origens.


Recursos didáticos:

- Dicionário
- Enciclopédia
- Dramatização do texto pelo educador
- Produção de textos

Avaliação: A avaliação acontecerá de forma contínua iniciada nas perguntas orais diagnóstica no início das aulas. Posteriormente, a atenção dos alunos durante a leitura do texto e possíveis questionamentos que poderão ser levantados.

O trabalho em grupo, a cooperação na busca dos verbetes no dicionário e o registro dos conceitos. Nesta atividade será avaliada a relação que o aluno fará com as palavras que possuem duplo sentido, na escrita de uma frase com a utilização da palavra cola.

Descrevendo os Procedimentos de Planejamento de Aula


Descrevendo os Procedimentos de Planejamento de Aula
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/descrevendo-os-procedimentos-de-planejamento-de-aula/41576

A elaboração dos procedimentos do plano de aula remete ao conjunto de ações ordenadas ao qual o educador norteará sua aula em prática. Neste item nota-se a importância de uma sequência lógica e que valorize o tempo da aula, pois são as fases da aprendizagem.
Este item deve conter uma breve descrição das etapas da aula que oriente o educador para sua aula em uma linguagem clara e objetiva, e de fácil entendimento. Uma dica importante é descrever a aula de forma que outra pessoa, caso seja necessário, a execute, com base nos procedimentos descritos.

Os procedimentos relacionados auxiliam o professor a lembrar das ideias formuladas, uma vez que os planos de aula, geralmente, são realizados com antecedência.

Sendo assim, deve-se tomar atenção para a escrita das ideias no futuro, uma vez que as atividades ainda serão realizadas e aos procedimentos da aula que deverão estar relacionados aos conteúdos e objetivos que o educador almeja.

Após a elaboração dos procedimentos faz-se necessário identificar quais os recursos que serão utilizados para a execução da aula.

Procedimentos

No início da aula será proposto um pequeno diálogo com os alunos para a verificação do conhecimento prévio do tema com as perguntas:

_ Quem consulta o dicionário com frequência?
_ Por que alguém utilizaria um dicionário?
_ Qual a utilidade de um dicionário?

Após este diálogo faremos a leitura do texto: O dicionário genial.

Após a leitura e em grupos procuraremos alguns verbetes no dicionário como, por exemplo, as palavras alface e cola que se encontram no texto. A atividade será complementada com a relação de palavras com duplo sentido que identificarem no texto.

Realizaremos as anotações coletivas dos conceitos aprendidos em sala e como atividade extraclasse será proposta uma produção de texto com o tema: as palavras e suas origens.

À construção dos procedimentos das aulas estão atrelados todos os recursos que serão utilizados para que se consiga atingir os objetivos propostos.
Itens importantes a ser considerados para a elaboração dos procedimentos das aulas:

• Escreva o texto no Futuro do Presente do Indicativo, Exemplos: nós escreveremos, apresentarei o texto, etc.
• Liste as ideias de forma organizada, sequencial e com clareza.
• Elabore as atividades de acordo com o tempo da aula. Tente prever quanto tempo levará para a execução de cada atividade.
• A aula é elaborado para o educando. O objetivo do plano de aula visa a aprendizagem do aluno.
• A elaboração dos procedimentos descreve o uso dos recursos e atividades avaliativas da aula.
• Os procedimentos devem ajustar-se ao conteúdo da aula.
• Os procedimentos devem ser adequados aos objetivos propostos.
• Certifique-se que sua aula inclui formas de verificação para que o aluno demonstre o que aprendeu.

• Inclua conceitos, ideias fundamentais e exemplos que facilitem a compreensão do conteúdo.
• Acrescente as questões, exercícios, pesquisas, textos, imagens que façam parte do conteúdo.

Levando-se em conta estes itens pode-se iniciar a construção do espaço educativo, que poderá ser a sala de aula, o pátio, o laboratório. A partir dos procedimentos estruturados pelo educador este espaço educativo se transforma e poderá tornar-se um ambiente de superação e até de desafios pedagógicos que transforma a aprendizagem em significativa para o educando. A partir dos procedimentos das aulas, pode-se ter a real construção do conhecimento e o desenvolvimento das competências na formação do aluno-cidadão.

A prática docente, pedagógica, ativa, o espaço educativo, a sala de aula é o laboratório dos que ensinam e dos que aprendem.

“A primeira constatação que faço é a de que toda prática educativa implica sempre a existência de sujeitos, aquele ou aquela que ensina e aprende e aquele ou aquela que, em situação de aprendiz, ensina também, a existência do objeto a ser ensinado e aprendido – a ser re-conhecido e conhecido – o conteúdo, afinal.” (Freire, 1992)

Paulo Freire destaca a importância da valorização do saber dos alunos, de suas experiências vividas e que na relação da prática educativa não só o educador, mas o educando, ensina.

Assim, considera-se a trajetória de vida dos educandos na elaboração dos procedimentos das aulas, que se tornam assim flexíveis.

Nesta reflexão também contribui Silva (2003) quando destaca que ao considerar as trajetórias de vida dos educandos nos procedimentos das aulas, flexibilizamos os objetivos, os conteúdos, a avaliação e as formas de ensinar, em resumo, recria-se o currículo.

“...para a concretização dessa flexibilidade são importantes os seguinte questionamentos: quem são os meus aprendentes? Que sabem os alunos em relação ao que quero ensinar? Que experiências tiveram? O que são capazes de aprender? Quais são os seus interesses? Quais são os seus estilos de aprendizagem? (...) Esses questionamentos vão possibilitando uma maior aproximação e diálogo da organização pedagógica do trabalho docente com as várias trilhas de aprendizagens e com a estrutura curricular.” (Silva, 2003)
É importante ressaltar que os procedimentos são estabelecidos relacionando-os aos recursos didáticos.

Dicas para preparar sua escola para a Prova Brasil


Dicas para preparar sua escola para a Prova Brasil
https://educador360.com/pedagogico/prova-brasil/
Entenda como funciona o sistema e prepare seus alunos para a Prova Brasil
Em novembro deste ano serão realizadas as duas avaliações do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica). a Prova Brasil. Essa prova tem o objetivo de avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro nos Ensinos Fundamental e Médio e seu resultado é utilizado para calcular o Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
O sistema
É composto de duas avaliações:
  • Anresc – Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, que todos conhecem como Prova Brasil: Avalia as escolas públicas nos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental.
  • Aneb – Avaliação Nacional da Educação Básica, popularmente conhecida apenas como Saeb: É aplicada nos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas e privadas.
O Saeb e o Ideb foram criados para refletir a situação da Educação brasileira e responder à seguinte questão: Será que as crianças e adolescentes estão aprendendo o desejável em cada etapa escolar?
Apesar de a maioria dos resultados ainda ser baixa, eles têm evoluído. É a partir deles que é possível reavaliar as atuais políticas da educação no país e revisar parâmetros como os do Compromisso Todos Pela Educação, por exemplo. Para se ter uma ideia, a meta do Plano de Desenvolvimento da Educação estabelece que em 2022 o Ideb do Brasil seja 6, o número correspondente ao de países desenvolvidos.
Como preparar
Neste artigo, nossa pretensão é recomendar boas práticas de preparação das escolas para as avaliações da Saeb, baseadas em orientações de especialistas e em dados concretos obtidos por meio de procedimentos de avaliação para o estabelecimento de prioridades nos objetivos educacionais. Sandra Garcia, diretora pedagógica da Mind Lab, ressalta que:
“É importante que as avaliações sejam utilizadas como parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem, pois a análise reflexiva dos seus resultados é um recurso eficiente para orientar os professores na melhoria da qualidade das suas aulas e, para as equipes gestoras, como ferramenta em potencial de intervenções pedagógicas adequadas às especificidades da sua realidade.”
As dicas de preparação para as provas também envolvem decisões e iniciativas de longo prazo. Como essas avaliações são baseadas no desenvolvimento de habilidades e raciocínios específicos, não há como melhorar significativamente o resultado dos testes apenas com ações pontuais.
Entenda as provas
Entender as provas plenamente é importante para orientar os estudantes sobre seus objetivos e sua implementação. Por isso, é essencial que os professores consultem as matrizes e pré-requisitos e entendam o contexto no qual ela está inserida. Em uma reportagem concebida à Revista Gestão Escolar, Maria do Pilar, a ex-secretária de Educação Básica do MEC, comentou a questão:
“Por vezes, as turmas pensam que o exame não vale nada e que ninguém verá os resultados. É preciso explicar os objetivos da avaliação e orientá-las para que respondam com seriedade.”
O portal do MEC disponibiliza uma apresentação a respeito da avaliação, as Matrizes de Referência do Sistema Nacional, modelos de questões com comentários, gabaritos de avaliações anteriores etc.
Familiarize os alunos com as exigências
Muitos alunos ainda não estão habituados com o sistema das provas. É importante fazer uma espécie de simulado das avaliações, com o mesmo modelo de questões e utilizando cartões resposta, por exemplo. Isso pode fazer toda a diferença no dia da prova!
A professora e coordenadora da Prova Brasil em Florianópolis, Marilde Fonseca, destacou, em uma entrevista ao portal QEdu, a importância de explicar aos alunos os termos pedidos nas provas como “assinale”, “circule”, “escolha” etc. Ela ressaltou:
“Às vezes eles até conseguiriam responder à questão, mas não o fazem porque não compreendem esses termos no enunciado.”
Essas práticas auxiliam na identificação das habilidades e competências que devem ser desenvolvidas por seus alunos e aproxima os processos pedagógicos do que é exigido nas metas nacionais.
Planeje-se a longo prazo
De maneira similar ao ENEM, a Prova Brasil cobra habilidades que não podem ser “treinadas” em 1 mês, mas podem ser desenvolvidas durante o processo de ensino-aprendizagem. A solução é investir no planejamento de ações de longo prazo.
A maioria dos descritores exigidos na prova não são conteúdos técnicos. Na prática, muitos deles dizem respeito ao domínio de diferentes capacidades de interpretação, análise e comparação de fatos e inferência de informações. Gisele Gama, da Abaquar Consultores, ressaltou em entrevista à Revista Nova Escola:
“A Prova Brasil cobra capacidades que são apresentadas por meio de descritores que explicitam o que os estudantes precisam dominar.”
Por isso, é importante concentrar esforços no desenvolvimento destas capacidades durante todo o Ensino Básico. Elas devem estar previstas no planejamento pedagógico e seu desenvolvimento deve ser acompanhado pelos coordenadores pedagógicos durante as diferentes fases da Educação Básica.
Analise os resultados e utilize-os
Colete dados das provas anteriores e invista na análise destes dados para a correção de possíveis problemas no aprendizado. As análises geram uma visão diagnóstica do ensino da escola. Com base nesse diagnóstico, é possível desenvolver estratégias para aprimorar as práticas e, consequentemente, alavancar os próximos resultados.
A ex-secretária do MEC, Maria do Pilar, comentou a necessidade de explorar, de modo construtivo, esses resultados:
“Uma avaliação só faz sentido quando leva à reflexão e à transformação da prática pedagógica. É necessário gerar uma provocação para a equipe pensar a respeito do que está dando certo e do que ainda pode melhorar.”
Plataforma de Avaliação de Aprendizagens
O principal objetivo de um processo avaliativo é ser um instrumento mediador entre o atual (como está), o ideal (onde se quer chegar) e o real (o que fazer).
Pensando nisso, a Mind Lab desenvolveu a Plataforma de Avaliação de Aprendizagens, para fornecer uma “fotografia” das condições do alunado e uma simulação da Prova Brasil. Por meio dessa Plataforma, é possível realizar uma “Avaliação Integrada” em Matemática e Língua Portuguesa, além da coleta de informações sobre habilidades socioemocionais relacionadas à motivação, às estratégias de aprendizagem e à resolução colaborativa de problemas.
Na Plataforma, as avaliações têm a mesma estrutura da Prova Brasil e utilizam os mesmos descritores. Por isso, a leitura dos resultados permite inferir o provável desempenho dos alunos da rede na Prova Brasil, identificar fragilidades na aprendizagem dos diferentes eixos temáticos e estabelecer planos de ação para corrigi-las antes da Prova Brasil.
Para saber mais, entre em contato com o Gestor de Relacionamento Mind Lab da sua rede.
Garanta boas condições nos dias das provas
É fundamental evitar que eventos externos comprometam a atenção e o desempenho dos alunos. Neste aspecto, a professora Marilde Fonseca orienta que seria extremamente positivo realizar uma reunião com a equipe da escola antes da aplicação das provas, envolvendo desde os professores de educação física até a equipe da copa. Esse encontro deve cuidar do planejamento do evento, fazer com que todos estejam cientes e evitar imprevistos que possam atrapalhar a realização das avaliações. Lembre-se: nem todas as turmas realizarão a Prova Brasil e o intervalo de alguns grupos de alunos pode perturbar a tranquilidade no entorno das classes que a farão.
Também é importante certificar-se de que todos os alunos dos anos citados realizarão a prova, até mesmo os que possuem necessidades especiais. O diretor pode analisar cada caso para que essa regra se cumpra sem constrangimentos e com as devidas ferramentas para suprir as necessidades dos deficientes visuais e auditivos, por exemplo.
Esperamos que as dicas sejam úteis para sua equipe e desejamos uma boa prova aos alunos da sua rede!

MONITORAMENTO E A AVALIAÇÃO: COMO PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE DE ENSINO O monitoramento e a avaliação da aprendizagem são processos...